Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE deve começar na próxima semana

Presidente do tribunal afirma, porém, que julgamento pode ser adiado se pedido de defesas por maior prazo para apresentar alegações finais for aceito. Processo pode resultar na cassação de Michel Temer.O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, declarou nesta terça-feira (28/03) que o julgamento da ação que apura irregularidades no recebimento de doações para a campanha da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014 deve ter início na próxima semana. O processo pode resultar na cassação do presidente Michel Temer. A ação foi movida pelo PSDB, após a aprovação das contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, com ressalvas, por unanimidade, no TSE, em dezembro de 2014. O partido acusou a chapa adversária de irregularidades ao receber doações de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. O relator da ação ministro Herman Benjamin enviou na segunda-feira aos demais ministros do TSE seu relatório final sobre a investigação e pediu que o julgamento fosse marcado. De acordo com a Lei da Inelegibilidade, a ação deve ser incluída imediatamente em pauta. Ao ser questionado por jornalistas, se o julgamento começará na próxima semana, Mendes afirmou que a tendência é essa. O ministro disse, porém, que há possibilidade do julgamento ser adiado, se o pedido das defesas dos partidos, por um prazo extra de cinco dias para a entrega das alegações finais, for acatado. Segundo a estimativa do TSE, o julgamento poderia começar no dia 4 de abril. Mas com o possível adiamento, ele pode acabar ocorrendo somente no fim do mês que vem, devido ao recesso de Páscoa e a uma viagem de Mendes à Europa. A investigação da chapa Dilma-Temer foi inicialmente focada em irregularidades na contratação de gráficas, mas desde o início deste mês, o ministro Herman Benjamin decidiu investigar também se que a campanha recebeu recursos não declarados da empreiteira Odebrecht, conforme indícios revelados pela Operação Lava Jato. A defesa de Dilma nega irregularidades nas contas da campanha. Já os advogados de Temer alegam que o PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos e que não recebeu recursos não declarados. CN/abr/ots

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