Populistas de direita definem candidatos na Alemanha

Em convenção marcada por rachas, partido AfD decide que seu cofundador Alexander Gauland e a pouco conhecida Alice Weidel vão encabeçar campanha para as eleições legislativas de setembro.O partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão) decidiu neste domingo (23/05) que o publicitário Alexander Gauland e a economista Alice Weidel vão liderar a campanha para as eleições legislativas de setembro. A decisão, tomada na convenção em Colônia, ocorre dias depois de Frauke Petry, rosto mais conhecido do partido, anunciar que não vai concorrer à Chancelaria Federal nas eleições gerais de 24 de setembro. Ex-membro da ala mais dura do partido de Angela Merkel, Gauland, de 76 anos, é um dos integrantes mais proeminentes da AfD, da qual é cofundador, e talvez o maior rival de Petry. Weidel, por outro lado, é pouco conhecida e nunca exerceu cargo político. Gauland é, além disso, considerado apoiador de um dos principais membros da AfD, Björn Höcke, que causou indignação em janeiro ao chamar o Memorial do Holocausto da capital alemã de "monumento da vergonha". Segundo as últimas pesquisas, a AfD deve conseguir entre 8% e 10% dos votos, um declínio em relação às sondagens do ano passado, porém ainda acima do limiar de 5% necessários para entrar no Parlamento alemão. O desistência de Petry foi vista como um reflexo de rachas internos entre os populistas de direita alemães, que almejam conquistar pela primeira vez assento no Parlamento. Copresidente da AfD, Petry disse que o partido precisa criar o caminho para uma "mudança espiritual e moral na Alemanha" e no restante da Europa. Mas a maioria dos membros presentes rejeitou os planos dela para o futuro da legenda. A política de 41 anos, que se tornou colíder da AfD em 2015, derrubou o cofundador Bernd Lucke e mudou o foco do partido de questões econômicas para imigração e islã. Os índices do partido saltaram nas pesquisas após o afluxo de refugiados na Alemanha, no fim de 2015 e início de 2016, e a AfD conseguiu assentos em 11 parlamentos regionais. No entanto, o partido, fundado em 2013, vem perdendo prestígio nos últimos meses, com a crise migratória deixando de ocupar manchetes e em meio a brigas internas, entre Petry e o marido, Marcus Pretzell, e outros políticos da legenda. Integrante da ala mais moderada, Petry enfrenta forças nacionalistas e ultradireitistas. Segundo ela, a falta de uma estratégia comum vem prejudicando a imagem da AfD.

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