Papa Francisco recebe Trump no Vaticano

Com visita ao pontífice, presidente dos EUA completa turnê pelos centros mundiais das três maiores religiões monoteístas. Encontro ultrapassa levemente o tempo habitual dado a chefes de governo e de Estado.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta quarta-feira (24/05) com o papa Francisco, concluindo sua visita de nove dias aos centros ancestrais das três maiores religiões monoteístas do mundo. Nos dias anteriores, Trump esteve na Arábia Saudita e em Israel, onde se encontrou com líderes israelenses e palestinos. O presidente, acompanhado por a esposa Melania, a filha Ivanka e seu genro, além de vários assessores, cumprimentou o pontífice na Sala Del Tronetto, a sala do pequeno trono, no segundo andar do Palácio Apostólico. Os dois homens – que recentemente trocaram farpas publicamente – apertaram as mãos, e Trump agradeceu ao papa e disse ser "uma grande honra estar ali". Eles então posaram para fotografias e sentaram-se à mesa papal, quando começou o encontro privativo. Depois de cerca de meia hora, Francisco tocou o sino em seu aposento privado dando por encerrado o encontro – um pouco além do tempo usual de duração de reuniões de chefe de governo e de Estado. O pontífice foi então apresentado aos membros da delegação de Trump. Como é tradição, o papa e o presidente americano trocaram presentes. Houve um momento de descontração, quando o papa perguntou a Melania, em espanhol, o que ela estava dando de comer ao presidente americano. "Pizza", respondeu ela, arrancando uma risada do pontífice. Após o encontro com Francisco, a agenda de Trump definia uma conversa com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. A reunião pode fornecer imagens poderosas para os eleitores católicos nos EUA, bem como a possibilidade de conflito entre um presidente e um papa. Os dois líderes defendem visões de mundo em muitas vezes opostas e colidiram diretamente no início do ano passado, quando Francisco criticou duramente a promessa de campanha de Trump de construir um muro na fronteira com o México e sua declaração de que os EUA deveriam afastar imigrantes muçulmanos e refugiados. "Uma pessoa que só pensa em construir muros, onde quer que seja, e não construir pontes, não é cristã", disse o papa, na época. Francisco tem sido um defensor na ajuda a refugiados, particularmente daqueles que fogem da violência na Síria, considerando um "imperativo moral" e um "dever cristão" oferecer ajuda. Trump nunca foi alguém que deixa um insulto, seja interpretado ou real, sem uma resposta. E ele não fez nenhuma exceção ao líder religioso mais poderoso do mundo e chamou o papa de "infame" por duvidar de sua fé. Até mesmo a mensagem de felicitação do papa enviada na posse de Trump continha uma referência sobre o desacordo entre ambos. Francisco escreveu esperar que a estatura internacional dos EUA "continuasse a ser medida, sobretudo por sua preocupação com os pobres, aqueles com necessidade". Trump e o papa Francisco também discordam sobre questões como a pena de morte e o comércio de armas, mas compartilham a oposição ao aborto. Ainda nesta quarta-feira, Trump conversará via telefone com o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, enquanto Melania visita um hospital infantil, e Ivanka discute imigração e o tráfico de pessoas com membros da comunidade religiosa de São Egídio. No final da tarde, Trump deve voar para Bruxelas para reuniões com representantes da União Europeia (UE) e da Otan, antes de retornar à Itália na quinta-feira para a cúpula do G7 na Sicília, marcada para sexta-feira e sábado. PV/efe/lusa/ap/afp

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