Apoiadores do governo invadem Parlamento e ferem deputados na Venezuela

Grupo invade sede do legislativo e entra em confronto com deputados e funcionários. Ao menos sete pessoas ficam feridas, e um legislador é levado inconsciente para ser atendido.Um grupo de simpatizantes do governo da Venezuela invadiu nesta quarta-feira (05/07) a Assembleia Nacional, Parlamento do país e cuja maioria é de oposição ao presidente Nicolás Maduro, e feriu vários deputados, funcionários e jornalistas que estavam no local. Os manifestantes – muitos deles vestidos de vermelho e armados com paus e rojões – ficaram por horas reunidos em frente ao prédio e invadiram os jardins do parlamento logo depois de uma sessão comemorativa dos 206 anos da independência da Venezuela, celebrada apenas pelos opositores. O incidente foi precedido pelo lançamento de rojões nos jardins do Palácio Federal, a sede do legislativo venezuelano. Em meio às explosões, os deputados se refugiaram na câmara, mas decidiram sair para enfrentar o grupo quando souberam que este havia entrado nos jardins. Manifestantes e deputados entraram em confronto, do qual resultaram feridos ao menos cinco deputados e dois funcionários do legislativo. O deputado Américo de Grazia foi levado inconsciente para a enfermaria do parlamento, com ferimentos na cabeça. Jornalistas e funcionários que estavam no local também foram agredidos. "Urgente!! Grupos paramilitares entram na AN! Deputados feridos! Nas fotos @ArmandoArmas", afirmou o parlamentar opositor José Manuel Olivares numa mensagem que publicou no Twitter com duas fotos do deputado Armando Armas com sangue na cabeça e em partes da camisa. O grupo de cerca de 30 invasores acabou sendo expulso pela Guarda Nacional (polícia militar), que é responsável pela segurança da sede legislativa, mas os deputados oposicionistas acusaram o comando da Guarda de permitir o ataque. Depois de expulso, o grupo de manifestantes permaneceu do lado de fora da sede da Assembleia. Pela manhã, o vice-presidente Tareck El Aissami fizera uma visita inesperada à Assembleia Nacional, acompanhado de funcionários e militares do primeiro escalão, para um evento em comemoração ao dia da independência. Parado ao lado da declaração de independência da Venezuela da Espanha, ele afirmou que potências mundiais tentam mais uma vez subjugar os venezuelanos. Depois que ele foi embora, um grupo de apoiadores do governo fez um piquete do lado de fora do prédio, que, mais tarde, acabou invadindo. Maduro condenou o ataque e pediu que ele seja investigado. "Condeno absolutamente estes fatos, até onde tenho conhecimento no momento. Jamais serei cúmplice de atos de violência. Eu os condeno, e ordenei que sejam investigados e que se faça Justiça", afirmou o chefe de Estado, que participava de um desfile cívico militar em um outro ponto de Caracas, também em comemoração ao Dia da Independência. AS/efe/dpa/ap/afp

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