Senado aprova reforma trabalhista

Texto-base da proposta é admitido no plenário da Casa por 50 votos contra 26. Senadores votam agora os chamados destaques. Uma das prioridades do governo Temer, reforma altera legislação trabalhista em cem pontos.Após tumultos e mais de seis horas de sessão suspensa, o Senado aprovou na noite desta terça-feira (11/07) o texto-base da reforma trabalhista, uma das prioridades do governo Michel Temer. Com 77 senadores presentes, foram 50 votos a favor da matéria, 26 votos contrários e uma abstenção. Os parlamentares votam agora os chamados destaques, que pedem alterações no texto original. Se esses destaques forem rejeitados no plenário, a reforma é encaminhada para a sanção presidencial. A proposta altera a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em mais de cem pontos. Ela é defendida pelo governo como uma forma de flexibilizar a legislação, corrigir distorções e facilitar contratações. Já os críticos dizem que a reforma vai precarizar ainda mais o mercado de trabalho e enfraquecer a Justiça trabalhista. Afirmam também que a promessa de criar mais empregos é uma miragem. Tumulto no Senado A votação desta terça-feira foi realizada após muita confusão no plenário. A sessão chegou a ser suspensa por mais de seis horas, depois que um protesto da oposição impediu que o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), se sentasse à mesa diretora da Casa. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que dera início à sessão às 11h ao lado das parlamentares Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), recusou-se a ceder a cadeira da presidência a Eunício, que chegou ao plenário cerca de 50 minutos após o início dos trabalhos. "Está encerrada a sessão e não tem som enquanto eu não sentar à presidência da mesa", afirmou o presidente do Senado, acrescentando que a sessão seria retomada "assim que a ditadura permitir". Minutos depois, as luzes da sala foram parcialmente apagadas, e os microfones foram desligados. Eunício negociou um acordo com a oposição para que as senadoras desocupassem a mesa do plenário, e a sessão foi reaberta pelo presidente por volta das 18h30, ainda sob tumulto. "É a primeira vez que vejo isso na minha vida", disse Eunício ao voltar ao plenário. "Eu não tenho partido nesta mesa diretora. Estou profundamente chocado com o que estou vendo." EK/abr/ots

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