Primeiro-ministro do Paquistão renuncia

  • Caren Firouz/ Reuters

    O primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif

    O primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif

Nawaz Sharif deixa cargo depois de ter sido inabilitá-lo pela corte suprema do país por causa de denúncias de corrupção. Ele e sua família estão envolvidos no escândalo Panama Papers de empresas em paraísos fiscais.

O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, renunciou nesta sexta-feira (28/07) ao cargo após uma decisão unânime da corte suprema do país de inabilitá-lo por causa de denúncias de corrupção. A decisão provocou a dissolução imediata do gabinete de governo, e o Parlamento deverá escolher um novo premiê.

O veredicto contrário a Sharif já era esperado, e cerca de 3 mil policiais e paramilitares foram convocados para fazer a segurança do lado de fora do tribunal, onde apoiadores e adversários do premiê se concentravam.

A decisão da corte foi tomada no âmbito de investigações sobre o envolvimento da família de Sharif no escândalo Panama Papers, que denunciou a existência de empresas em paraísos fiscais, mantidas por várias personalidades da política, do entretenimento e do esporte de todo o mundo. O premiê negou que tenha cometido irregularidades.

O juiz Ejaz Afzal Khan disse que Sharif não poderia mais ser considerado "um membro honesto do Parlamento" e, por isso, não poderia permanecer no cargo de primeiro-ministro nem ocupar um assento na Assembleia Nacional.

Sharif afirmou que tem reservas sobre a decisão da corte suprema, mas que vai acatá-la em respeito à Justiça. A renúncia marca o fim do terceiro mandato dele, um ano antes das eleições gerais. Sharif estava perto de se tornar o primeiro premiê a cumprir um mandato até o fim no Paquistão.

O caso contra Sharif e sua família começou em 2016, quando documentos vazados de um escritório de advocacia no Panamá indicaram que os filhos do ex-primeiro-ministro detinham várias empresas no paraíso fiscal. Um filho dele, Hussain Nawaz, admitiu na época ser proprietário das empresas, mas insistiu que o dinheiro utilizado para operá-las era lícito. Investigadores concluíram, porém, que há grande disparidade entre o patrimônio declarado pela família Sharif e suas fontes de renda.

Os cinco juízes da corte suprema ordenaram que o processo fosse enviado ao organismo judicial responsável pela luta contra a corrupção e recomendaram a abertura de inquéritos para investigar várias pessoas, incluindo Sharif, seus dois filhos e a filha e o genro dele.

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