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EUA emitem alerta mundial de viagem para seus cidadãos por terrorismo

23/11/2015 21h39

Washington, 23 nov (EFE).- Os Estados Unidos emitiram nesta segunda-feira um "alerta mundial de viagem" para seus cidadãos pelo aumento das "ameaças terroristas" de grupos como Estado Islâmico (EI), Al Qaeda e Boko Haram.

"A informação atual sugere que EI, Al Qaeda, Boko Haram e outros grupos terroristas seguem planejando ataques terroristas em múltiplas regiões", afirmou o Departamento de Estado em comunicado.

"Estes ataques podem empregar uma variedade de táticas, usando armas convencionais ou não convencionais e dirigindo-se a interesses oficiais e privados", assinalou o governo americano.

"Este alerta expira em 24 de fevereiro de 2016", destacou a nota oficial, sem esclarecer o motivo concreto de fixar essa data.

Segundo o Departamento de Estado, as autoridades ainda acreditam que "a probabilidade de ataques terroristas continuará enquanto membros do EI retornem de Síria e Iraque", onde o grupo jihadista proclamou um califado no final de junho de 2014.

Além disso, acrescentou, "existe uma contínua ameaça de pessoas não filiadas que planejam ataques inspirados por grandes organizações terroristas, mas que as realizam de forma individual".

O governo americano ressaltou que "os extremistas atacaram grandes eventos esportivos, teatros, mercados ao ar livre e serviços aéreos", e salientou que no último ano "houve múltiplos ataques em França, Nigéria (onde costuma atuar o Boko Haram), Dinamarca, Turquia e Mali".

Além disso, o Departamento de Estado dos EUA lembrou que o EI "reivindicou a responsabilidade do atentado contra um avião russo no Egito" cometido no último dia 31 de outubro.

Portanto, o governo instou os cidadãos americanos a "exercer a vigilância em lugares públicos ou no uso do transporte" público, e evitar "grandes multidões ou lugares movimentados" durante suas viagens.

O Departamento de Estado fez especial ênfase em ter "precaução" durante a temporada de férias que se aproxima com o Natal.

O comunicado foi divulgado depois que os EUA reforçaram a segurança no país após os atentados no último dia 13 em Paris, que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos, e que foram assumidos pelo Estado Islâmico.

A nota também é divulgada na véspera que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receba amanhã na Casa Branca seu colega francês, François Hollande, para abordar a luta contra o EI.