Arábia Saudita executa 47 pessoas por terrorismo, entre elas clérigo xiita

Em Riad

  • Hasan Jamali/AP

    Manifestante segura imagem do clérigo Nimr al-Nimr durante protesto contra a condenação do líder, em outubro de 2014

    Manifestante segura imagem do clérigo Nimr al-Nimr durante protesto contra a condenação do líder, em outubro de 2014

Quarenta e sete pessoas foram executadas neste sábado (2) em várias províncias da Arábia Saudita por pertencer a grupos terroristas e perpetrar atentados no reino. Entre os executados, está o proeminente clérigo xiita dissidente Nimr Baqir al Nimr. O Ministério de Interior informou que a maioria era de nacionalidade saudita, exceto por um egípcio e um chadiano.

As acusações incluem também a adoção e promoção da ideologia "takfiri" (extremista sunita), o assassinato, o sequestro, a fabricação de explosivos e a posse de armas, entre outros.

Alguns dos ataques atribuídos aos condenados foram os registrados contra vários complexos residenciais de Riad em 2004 e contra sedes de empresas petrolíferas na província de Al Jabar em 2005, onde houve vários mortos.

Assim como os atentados contra o Ministério do Interior e as sedes da Forças de Emergência em 2005 e o ataque contra o consulado americano em Jidá nesse mesmo ano, que matou quatro pessoas.

Grupos islâmicos extremistas começaram em maio de 2003 uma campanha de desestabilização do regime saudita com vários atentados contra a colônia ocidental que trabalha no país e contra as instalações petrolíferas.

Estes atentados, que deixaram dezenas de falecidos, foram respondidos com uma luta implacável das forças sauditas, que detiveram vários supostos terroristas.

Nos últimos dois anos, centenas de pessoas foram condenadas por terrorismo no reino, o que também fortaleceu a minoria xiita.

O clérigo xiita executado foi sentenciado à pena capital por desobedecer as autoridades, instigar a violência sectária e ajudar a células terroristas.

Nimr foi detido em julho de 2012 por apoiar os distúrbios contra as autoridades sauditas que explodiram em fevereiro de 2011 na província de Al Qatif, no leste do país, de maioria xiita.

Sua condenação à morte levantou um forte mal-estar entre a comunidade xiita saudita e foi também criticada por importantes aiatolás do Irã, a potência xiita rival da Arábia Saudita.

A Arábia Saudita aplicou a pena de morte a mais de 140 pessoas em 2015, o primeiro ano de reinado de Salman bin Abdelaziz, um número muito superior às 88 execuções registradas em 2014.

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