Espanha chama embaixador venezuelano em protesto contra palavras de Maduro

Madri, 22 jan (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores da Espanha convocou hoje o embaixador da Venezuela em Madri para expressar a rejeição pelas palavras do presidente Nicolás Maduro nas quais classifica o presidente do Governo, Mariano Rajoy, de "intervencionista, racista e colonialista".

Assim explicou a vice-presidente do Governo, Soraya Sáenz de Santamaría, em entrevista coletiva ao ser perguntada pela viagem no qual participaram membros do Podemos, dos independentistas catalães da CUP e do entrono da ETA, que foram a Caracas em um avião oficial da Força Aérea venezuelana, sobre o que a Espanha também pede explicações.

"É uma ingerência muito grande nos assuntos do Estado espanhol que sejam organizadas viagens desta natureza, viagens particulares, mas em aviões de titularidade pública, para abordar um plano de paz no País Basco e o direito de autodeterminação dos povos da Espanha", disse o vice-presidente.

Soraya considerou "obrigatório e muito necessário" o fato de convocar o embaixador venezuelano e disse: "O que somos decidimos nós espanhóis, conjuntamente (...) Não acredito que ir pedir conselhos à Venezuela na situação política e econômica na qual estamos seja o mais certo".

O embaixador Mario Isea foi recebido no Ministério das Relações Exteriores espanhol pelo diretor-geral para região ibero-americana, Pablo Gómez de Olea, que lhe manifestou sua surpresa com as declarações de Maduro, principalmente quando a imprensa espanhola repercutiu essa viagem a Caracas.

Segundo um comunicado das Relações Exteriores, Olea, em nome do ministro espanhol de Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo, pediu explicações ao embaixador pela polêmica viagem cujo objetivo era falar, entre outras questões, sobre o princípio de autodeterminação dos povos da Espanha o que "contradiz frontalmente os princípios da Constituição".

Também foi passada ao embaixador venezuelano a "preocupação" com a situação econômica no país latino-americano e a vontade da Espanha de contribuir para atenuar os efeitos humanitários de tal situação.

Há dois dias o presidente Maduro acusou Rajoy de ter uma "atitude intervencionista, racista e colonialista", um dia antes Rajoy afirmou que a situação política e econômica venezuelana "não é boa" e exigia a seus dirigentes que transformem a Venezuela em um país livre e democrático.

Esta é a quarta vez desde dezembro de 2014 que a Espanha convoca ao embaixador da Venezuela.

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