Seul inicia repatriações após fechar complexo industrial intercoreano

Seul, 11 fev (EFE).- O governo da Coreia do Sul começou nesta quinta-feira a repatriar seus cidadãos que trabalham no complexo de Kaesong, na Coreia do Norte, um dia depois de ordenar o fechamento do polígono industrial conjunto após o lançamento de um foguete por parte do regime de Kim Jong-un.

"Esperamos que dentro de uma semana, aproximadamente, todos os sul-coreanos do complexo de Kaesong tenham retornado a suas casas", disse à Agência Efe uma representante do Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

O governo sul-coreano ordenou ontem, de maneira unilateral, a suspensão das operações do complexo industrial de Kaesong, o único projeto conjunto das duas Coreias, como resposta ao lançamento de um foguete espacial por parte de Pyongyang no último domingo, uma ação que é considerada um teste encoberto de mísseis.

Até o momento, e enquanto retirada dos trabalhadores é organizada, funcionários sul-coreanos seguem entrando e saindo do parque industrial situado no sudoeste da Coreia do Norte. Por volta de 248 deles passarão a noite no local, indicou a representante do Ministério da Unificação.

Espera-se que Seul realize em breve negociações com Pyongyang para discutir a recuperação de parte dos equipamentos, de maquinaria e do inventário das empresas da Coreia do Sul que operam no polígono industrial conjunto.

O complexo de Kaesong acolhe um total de 124 empresas sul-coreanas, que fabricam diversos produtos e se aproveitam da mão-de-obra barata de aproximadamente 54 mil trabalhadores norte-coreanos, que recebem em média salários de cerca de US$ 150 por mês.

Para a Coreia do Norte, o complexo era uma fonte de divisas que lhe fornecia dezenas de milhões de dólares por ano, pelas deduções dos salários de seus operários.

Seul considera que as rendas que Kaesong proporciona a Pyongyang "não deveriam servir para o desenvolvimento de armas de destruição em massa, quando a comunidade internacional está pressionando para impor sanções mais duras sobre a Coreia do Norte", segundo expressou hoje o Ministério da Unificação em comunicado.

O governo sul-coreano expôs este como seu principal argumento para justificar o fechamento do polígono industrial, enquanto, por outro lado, mencionou a possibilidade de realizar sua reabertura se as relações bilaterais melhoram.

O lançamento espacial da Coreia do Norte gerou fortes críticas na comunidade internacional e protestos de Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão para que o Conselho de Segurança da ONU aplique sanções rígidas ao regime dirigido pelo ditador Kim Jong-un.

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