Parentes de espanhol desaparecido na Bahia buscam pistas no Brasil

Em São Paulo

  • Reprodução/Facebook

    O espanhol Hugo Ferrara Tormo, desaparecido no Brasil em dezembro de 2015 na Bahia

    O espanhol Hugo Ferrara Tormo, desaparecido no Brasil em dezembro de 2015 na Bahia

A mãe e a irmã do cidadão espanhol Hugo Ferrara Tormo, desaparecido no Brasil em dezembro do ano passado, estão no país para tentar obter pistas sobre o paradeiro do jovem, que deixou seu último rastro na entrada do Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia.

Os familiares de Ferrara, um jovem de Barcelona de 27 anos, chegaram ao Brasil no dia 4 de fevereiro para pressionar para que a busca continue, embora desde então "não tenha havido novidades", afirmou nesta sexta-feira à Agência Efe sua irmã Paola Ferrara.

O objetivo de Ferrara era atravessar o parque nacional até chegar à cidade de Lençóis, onde tinha previsto se juntar entre 20 e 23 de dezembro com um amigo finlandês, Kristian Helenius, mas Hugo nunca chegou.

Em um primeiro momento, a família informou que o jovem desaparecido foi visto pela última vez em uma estação de ônibus de Brasília, porém mais tarde descobriram que Hugo se registrou em uma das entradas do parque, situada na Associação de Guias de Vale do Capão, onde começa o caminho rumo à Cachoeira da Fumaça.

O local de busca principal continua sendo a área do Vale do Capão, na Chapada Diamantina, onde os parentes do rapaz estão alojados, e que no próximo domingo tentarão fazer uma rota pelo parque para ver se conseguem novos indícios.

"Estamos à espera de que uma jovem nos confirme se poderíamos fazer uma excursão até a comunidade do Vale do Pati, mas não é fácil chegar e os guias cobram muito", afirmou a irmã.

Paola também explicou que ontem foram até a cidade de Irecê para coletar material da mãe para a realização de testes genéticos: "sangue e saliva caso seja preciso reconhecer o corpo".

De acordo com ela, até o momento a Polícia Civil da cidade de Seabra, encarregada do caso, apenas encontrou roupas e um pedaço de barraca de camping, mas nem os familiares nem os amigos de Hugo os reconheceram.

Os parentes lamentaram o ritmo lento das investigações que fazem com que sua estadia no Brasil mais do que o planejado.

Por isso, para arcar com as despesas da viagem, eles iniciaram uma campanha de crowdfunding no portal Leetchi com a qual já arrecadaram até o momento 395 euros.

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