UE pede a Ucrânia que continue com reformas apesar de crise de governo

Bruxelas, 22 fev (EFE).- A União Europeia pediu nesta segunda-feira à Ucrânia que mantenha o ritmo das reformas apesar da crise de governo no país depois do rompimento, na semana passada, da coalizão parlamentar que sustentava o gabinete do primeiro-ministro, Arseni Yatseniuk.

"Neste momento crítico é essencial que os líderes políticos do país se mantenham centrados no grande trabalho para as reformas", indicou na entrevista coletiva diária da Comissão Europeia, Maja Kocijancic, porta-voz da alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini.

Segundo a porta-voz, as autoridades ucranianas "fizeram um trabalho substancial ao longo dos últimos meses" para avançar na agenda de reformas, o que é "importante para nós", disse, destacando as "reformas alinhadas com o acordo de associação, o Estado de direito, a luta contra a corrupção e a responsabilidade democrática" que Kiev está realizando.

Mas ela deixou claro que "é necessário um maior impulso às reformas, já que é crucial que o trabalho continue e gere resultados, para o povo ucraniano em particular", afirmou.

"É nisto em que estamos nos concentrando", ressaltou a porta-voz, que considerou "importante ter ciência de que a atual crise também tem que ser vista como uma oportunidade".

Uma oportunidade "para aumentar a qualidade do trabalho e convencer os cidadãos que os líderes da Ucrânia são capazes de assumir os desafios de uma transformação sistêmica, como solicitou o povo que foi a Maidan há dois anos", continuou, em referência aos protestos e a revolução que derrubou o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, em 2014.

"Continuaremos apoiando estes esforços", lembrou a porta-voz.

Na semana passada, dois grupos parlamentares - Batkivshina (da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko) e Autoajuda - romperam com a coalizão, o que deixou o governo de Yatseniuk em minoria na Rada (parlamento).

Tymoshenko pediu uma reunião extraordinária da Rada para analisar a situação e disse que para isso "não é necessário nada além da vontade do presidente (Petro) Poroshenko".

A Constituição da Ucrânia estabelece que se em um prazo de 30 uma nova coalizão de maioria na Rada for formada, o chefe do Estado deve convocar eleições parlamentares antecipadas.

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