Jeanette Dousdebés, a discreta e influente colombiana casada com Marco Rubio

Ana Mengotti.

Miami, 29 fev (EFE).- Jeanette Dousdebés, nascida nos Estados Unidos de pais colombianos, evita fazer sombra a seu marido Marco Rubio, mas é o centro de gravidade da vida e da carreira deste jovem pré-candidato presidencial republicano.

A enorme influência da hoje loira Jeanette - que quando jovem tinha o cabelo escuro - sobre o senador de origem cubana, com quem tem quatro filhos, foi destacada tanto por ele como por seus colaboradores e pelos jornalistas.

Os meios de comunicação fazem insistência na discrição e na beleza física desta ex-animadora de torcida dos Dolphins, o time de futebol americano de Miami, a cidade onde os Rubio nasceram, se casaram e ainda têm sua residência em um bairro de classe média.

Jeanette, sempre impecável e com um grande sorriso, procura estar em segundo plano, mas sua presença, às vezes acompanhada de seus filhos, não passa despercebida nos principais atos da campanha de Rubio.

Para o lançamento da pré-candidatura, que aconteceu em 13 de abril de 2015 em Miami, escolheu um favorecedor vestido azul.

"Há coisas boas e coisas ruins" de estar no centro da atenção pública, afirmou alguns dias atrás, como sempre sem dizer uma palavra a mais, à revista "Flamingo Magazine".

A família completa esteve no dia 1º de fevereiro em Iowa, onde começaram as primárias para definir os candidatos à Casa Branca dos dois principais partidos nos EUA e Rubio ficou com a terceira posição, a apenas um ponto de Donald Trump.

No sábado passado Jeanette esteve em Miami no lançamento de um centro de campanha de seu marido, que amanhã aguardará os resultados das cruciais primárias da Super Terça na cidade.

Por não ser "uma pessoa política" e inclusive ter sido reticente no início a que Rubio concorresse pela presidência, como ele revela em sua biografia, Jeanette está fazendo tudo o que se pode pedir à esposa de um candidato.

Até gravou um vídeo com seus filhos, Amanda, Daniella, Anthony e Dominic, de 15, 13, 10 e 8 anos, respectivamente, para pedir o voto em seu marido e a bênção de Deus para os eleitores.

"Deus e família" parece ser o lema desta mulher de 42 anos que sacrificou seus estudos para casar-se com Rubio, a quem conheceu na escola com 17 anos e de quem foi namorada desde muito jovem.

Os dois se casaram em 1998, dois anos antes que Rubio, hoje de 44 anos, fosse eleito representante da assembleia da Flórida, o que levou Jeanette a viajar com frequência a Tallahasee, capital do estado, para estar o maior tempo possível perto dele.

Tem fama de ciumenta, mas a Agência Efe não conseguiu confirmar a informação com seus parentes nem com pessoas de seu entorno às quais consultou.

Todos se desculparam e disseram não poder falar da vida pessoal de Rubio, que, segundo uma pesquisa divulgada hoje, está em segundo lugar, muito longe do favorito Donald Trump (49%) e apenas um ponto na frente de Ted Cruz, também de origem cubana (15%), na corrida pela candidatura republicana.

A própria Jeanette também não disse muito nesta campanha. Na entrevista publicada na última quinta-feira no primeiro número da "Flamingo Magazine" falou de seus gostos e de seus filhos e seu marido, mas sem estender-se nos detalhes.

Ela, que trabalha para uma fundação, ama música country e crê fervorosamente em Deus. Uma de suas preocupações é que seus filhos comam de maneira equilibrada. Não cozinha pratos de tradição hispânica, pois não é a cozinha "mais saudável", segundo declarou.

Seu primeiro idioma é o inglês, mas fala bem espanhol e tenta que seus filhos o falem em casa, pois, segundo disse, é difícil manter uma segunda língua sem praticar.

Quando perguntada sobre a possibilidade de chegar à Casa Branca, afirmou que agora está centrada "nas crianças e em Marco", mas, se seu marido ganhar, será "o melhor".

Seu tio paterno William Dousdebés foi quem mais falou de sua sobrinha, que segundo sua opinião "seria uma excelente primeira-dama porque, além de ser uma grande mãe, é uma mulher culta" e "uma pessoa muito linda por dentro".

William, que vive em Bogotá, declarou há meses ao jornal "El Tiempo" que a família descende de Jean Dousdebés, um francês que chegou à Colômbia em 1814 para "ajudar o libertador Simón Bolívar".

Também contou que seu irmão Luis Ernesto se casou nos EUA com uma colombiana de família emigrada como a sua, María Elena Giraldo, com quem teve duas filhas, Jeanette e Adriana.

Depois o casal se separou. Ele, que nos EUA se dedicou à fumigação, morreu aos 51 anos e ela voltou a se casar com um cubano-americano, Wilfredo Fleites, que tinha três filhos.

Jeanette se criou em uma família grande, de seis filhos, pois Giraldo e Fleites, hoje já falecido, tiveram um filho.

Para o tio de Jeanette, sua sobrinha "não é tímida, porque, na hora da verdade, se você souber se aproximar, é uma mulher muito simpática e especial".

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