Dois anos após sumiço do MH370, familiares de vítimas protestam contra Malaysia Airlines

Em Pequim

  • Greg Baker/AFP

    8.mar.2016 - Dai Shuqin, parente de passageiros desaparecidos no voo MH370, segura cartaz com os dizeres "O presidente Xi nos ajudará. A nação nos ajudará. Notícias boas sobre nossa família virão", em protesto que marca os dois anos do desaparecimento do aeronave da Malaysia Airlines, em Pequim (China)

    8.mar.2016 - Dai Shuqin, parente de passageiros desaparecidos no voo MH370, segura cartaz com os dizeres "O presidente Xi nos ajudará. A nação nos ajudará. Notícias boas sobre nossa família virão", em protesto que marca os dois anos do desaparecimento do aeronave da Malaysia Airlines, em Pequim (China)

Parentes dos passageiros chineses que estavam no voo MH370, desaparecido há dois anos, protagonizaram nesta terça-feira (8) diversos protestos em Pequim para pedir à companhia Malaysia Airlines e ao governo da Malásia respostas.

À entrada do principal santuário budista de Pequim, o templo do Lama, cerca de 30 familiares disseram aos jornalistas que estavam cobrindo o protesto para que o caso siga aberto até que o mistério seja resolvido.

"Não devem parar as buscas nem a investigação", pediu uma familiar, de sobrenome Lui, à Agência Efe, segurando um cartaz que dizia "Que (nossos parentes) voltem sãos e salvos".

Para muitos destes familiares, o governo da Malásia e a companhia aérea escondem a verdade. "Foram dois anos de mentiras", denunciava Zhong Yongli enquanto a polícia acompanhava a movimentação de perto.

Como aconteceu durante o primeiro aniversário do desaparecimento do avião, o número de policiais no famoso templo pequinês superava o de familiares, apesar de desta vez não ter havido empurrões e as autoridades terem permitido aos afetados se expressarem.

No entanto, os agentes solicitaram aos jornalistas que se identificassem e os posicionaram em uma suposta área de imprensa, delimitada por cercas e um cordão policial.

Após transmitir sua irritação pela gestão do caso, alguns familiares chineses entraram no santuário para rezar.

"Após dois anos, (as autoridades) não chegaram a nenhuma conclusão, portanto achamos que nossos próximos estão vivos", afirmou à Efe a mãe de um dos 153 passageiros chineses do MH370.

O grupo se dirigiu depois ao escritório da Malaysia Airlines em Pequim para acompanhar a entrevista coletiva sobre o caso que estava programada em Kuala Lumpur, mas não conseguiram entrar e decidiram ir à embaixada da Malásia.

Ali, sob o atento olhar de mais de 30 policiais, voltaram a pedir para serem ouvidos e atendidos, após dois anos sem resposta sobre as 239 pessoas que embarcaram em Kuala Lumpur com destino a Pequim e que nunca aterrissaram na capital chinesa.

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