Sérvia diz que penas do TPII não contemplaram crimes contra cidadãos do país

Belgrado, 25 mar (EFE).- O governo da Sérvia criticou nesta sexta-feira o fato de, após anos de trabalho do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), os crimes contra os cidadãos do país terem ficado praticamente impunes.

"A justiça castigar membros de um só povo por crimes cometidos por todos é, de fato, seletivo", afirmou um comunicado do governo após o TPII ter condenado ontem a 40 anos de prisão o ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic.

O governo sérvio não quis comentar de forma direta a sentença contra Karadzic por considerar que isso seria um "mau costume do público internacional e nacional". No entanto, afirmou que, após anos de trabalho do TPII, "fica um sabor amargo pelo fato de que aqueles que são os criados da política de crimes contra sérvios quase não foram castigados".

A Sérvia lamentou todas as vidas perdidas nas guerras de desmembramento da antiga Iugoslávia e condenou os crimes contra todos os povos da região. E também indicou que sua política é reconciliação, estabilidade e paz com os países vizinhos.

Hoje, em Banjaluka, o representante sérvio do trio que presidente a Bósnia, Mladen Ivanic, disse que as decisões do TPPI não contribuem para a conciliação. "Fica uma grande pergunta à qual o TPII nunca deu a resposta e nunca dará: por que ninguém foi condenado de forma séria por crimes contra os sérvios?", questionou durante entrevista à emissora "N1".

O TPII condenou ontem Karadzic pelo genocídio em Srebrenica e outros nove crimes de guerra e contra humanidade na guerra da Bósnia, que ocorreu entre 1992 e 1995.

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