EUA abrem investigação criminal sobre Panama Papers

Em Washington

  • Reuters/Yves Herman

    12.abr.2016 - Ativistas participam de protesto contra evasão fiscal e lavagem de dinheiro diante da sede da Comissão Europeia

    12.abr.2016 - Ativistas participam de protesto contra evasão fiscal e lavagem de dinheiro diante da sede da Comissão Europeia

Os Estados Unidos abriram uma investigação criminal sobre o vazamento dos Panama Papers, que revelaram milhares de empresas e ativos escusos de personalidades de todo o mundo, segundo uma carta do promotor do distrito sul de Nova York, Preet Bharara, publicada nesta quarta-feira (20).

Na carta, endereçada ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIPJ), com sede em Washington e um dos artífices dos vazamentos, o promotor Bharara informa da abertura de "uma investigação criminal" sobre assuntos "relevantes" vinculados aos Panama Papers.

Bharara solicita na carta, publicada pela edição americana do jornal "The Guardian", uma reunião "o mais breve possível" com algum representante do ICIJ "envolvido no projeto" dos Panama Papers para falar sobre a investigação.

O escândalo abrange mais de 11,5 milhões de documentos do escritório panamenho Mossack Fonseca, especializado na gestão de capitais em paraísos fiscais, e afeta mais de 140 políticos e altos funcionários de todo o planeta, entre eles vários chefes ou ex-chefes de Estado, ou a seus familiares.

Quando o escândalo explodiu no início de abril, o presidente dos EUA, Barack Obama, alertou sobre o "grande problema global" da evasão de impostos.

Segundo Obama, muitas das operações em paraísos fiscais que aparecem nos Panama Papers são "legais" e esse é "justamente o problema".

Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM), a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e a ONU criaram uma plataforma para intensificar sua cooperação na luta contra a evasão fiscal.

Durante a última assembleia de FMI e BM da semana passada, os líderes participantes reconheceram a urgência de aumentar a coordenação internacional nesta matéria.

Além disso, o Grupo dos Vinte (G20) incluiu em seu comunicado final, após a reunião ministerial realizada durante a reunião, a necessidade de revelar e compartilhar a identidade dos proprietários reais de sociedades em paraísos fiscais.

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