Polícia investiga vínculos do assassino de Jo Cox com extrema direita

Londres, 17 jun (EFE).- A polícia de West Yorkshire, no norte da Inglaterra, revelou nesta sexta-feira que investiga possíveis "vínculos com a extrema direita" do autor do assassinato da deputada trabalhista Jo Cox.

Em declaração oficial, a polícia comunicou que trabalha com a unidade antiterrorista do nordeste do país sobre o assassinato ontem a tiros da parlamentar britânica, supostamente cometido por um homem de 52 anos, conhecido como Tommy Mair, cuja família também informou que tinha antecedentes por problemas mentais.

"Temos constância da especulação que há nos veículos de comunicação com relação ao vínculo do suspeito com os serviços de saúde mental e esta é uma clara linha de investigação que estamos seguindo", disse a chefe de polícia, Dee Collins, que acrescentou que ventilam ainda a suposta relação do assassino com "a extrema direita".

Esta última hipótese, também ecoada pela imprensa, é "uma linha de investigação prioritária" que ajudará a "estabelecer o motivo por trás do ataque a Jo", segundo Collins.

Os agentes estão tentando, além disso, esclarecer como o homem "conseguiu ter posse de uma arma de fogo ilegal".

Segundo este último boletim policial, no momento em que Cox foi atacada, "um homem de 77 anos interviu valentemente para ajudar" a deputada e, ao fazê-lo, "sofreu um grave ferimento no abdômen" pelo qual permanece internado no hospital, onde está em situação "estável".

O corpo policial de West Yorkshire disse que os agentes continuarão interrogando Tommy Mair, depois que os exames médicos concluíram que o suposto autor da morte de Cox é "apto" tanto para ser detido como interrogado.

Durante a investigação as autoridades descobriram que a deputada recebeu em duas ocasiões "comunicações maliciosas de natureza sexual em seu escritório parlamentar em Westminster", que estão sendo investigadas pela Polícia Metropolitana de Londres e que foram atribuídas a uma pessoa que não é Mair.

Segundo testemunhas, Tommy Mair gritou "o Reino Unido primeiro" durante o ataque fatal contra a política.

Vizinhos e familiares do suposto assassino comentaram hoje a vários veículos de comunicação locais que, no passado, Mair tinha ajudado asiáticos a aprender inglês e que nunca tinha falado de temas políticos ou raciais.

O irmão de Mair, Scott, de 50 anos, detalhou que seu irmão contava com um "histórico de doença mental" e, por isso, "tinha recebido ajuda".

O meio-irmão do suspeito, Duane St Louis, também disse que Mair nunca tinha expressado no passado opiniões sobre o Reino Unido, política ou tendências raciais.

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