Tribunal condena líder de protestos em Hong Kong em 2014 por reunião ilegal

Pequim, 21 jul (EFE).- Um tribunal de Hong Kong decidiu nesta quinta-feira que Joshua Wong, um dos rostos mais conhecidos da "revolução dos guarda-chuvas", o movimento pró-democracia que ocupou as ruas da ilha durante mais de três meses em 2014, é culpado de "reunião ilegal".

"Não me arrependo de nada", afirmou Wong em declarações à Agência Efe pouco após sair do tribunal.

A corte, que anunciará seu veredicto no dia 15 de agosto, considerou que Wong é culpado de assembleia ilegal, mas não de incitar outros a somar-se, os dois crimes pelos quais estava acusado por tentar protestar nos arredores de um edifício oficial em 26 de setembro de 2014.

Nesse dia, Wong, junto com outros destacados líderes das manifestações, tentaram protestar na esplanada em frente à sede do governo de Hong Kong, conhecida como Praça Cívica, um lugar onde tradicionalmente ocorrem manifestações, mas que tinha sido cercada meses antes.

Os atos de Wong e outros companheiros foram o estopim da revolução, pois dois dias depois centenas de milhares de pessoas se mobilizaram e começaram a ocupar as principais avenidas e praças da ilha para pedir democracia de forma pacífica e extremamente ordenada.

A corte também declarou culpados hoje Alex Chow e Nathan Law, outros dois líderes estudantis que mobilizaram a população em 2014, por um crime de assembleia ilegal, no caso de Chow, e de incitar a outros a somar-se, no caso de Law.

À espera que a justiça anuncie a sentença que terá que cumprir, Joshua Wong, de 19 anos, se mostrou hoje tranquilo em conversa com a Efe e ressaltou que respeita o estado de direito.

"Não discordo da decisão do tribunal", afirmou o jovem, cujo ativismo lhe levou a fundar um novo partido, o Demosisto, para tentar levar a democracia a Hong Kong pela via política.

Por enquanto, Wong se nega a prever o veredicto que será conhecido em meados de agosto: "Espere o melhor e prepare-se para o pior", concluiu.

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