Depois de 2 semanas, toque de recolher é suspenso em quase toda Caxemira

Nova Délhi, 26 jul (EFE).- A Índia levantou nesta terça-feira o toque de recolher imposto há duas semanas na Caxemira indiana, mas o manteve em um distrito especialmente conflituoso, depois que 50 pessoas morreram e 2.250 ficaram feridas em protestos violentos nessa região do norte do país.

Uma fonte do Centro de Controle da Polícia regional que pediu anonimato explicou à Agência Efe que o toque de recolher só continua vigente no distrito de Anantnag, onde em 8 de julho o insurgente Burhan Wani, do grupo separatista Hizb-ul-Mujahideen (HM), foi morto, a ação desencadeante dos protestos. Dois dos principais líderes do grupo separatista Hurriyat, organizadores das manifestações, Syed Ali Geelani e Umar Farooq, foram detidos ontem quando iam para Anantnag para participar de uma homenagem aos mortos nas últimas semanas.

De acordo com um comunicado da Conferência Hurriyat, a maior aliança política de independentistas da Caxemira, as forças de segurança detiveram seu presidente, Geelani, perto do escritório da formação em Srinagar, a capital caxemiriana. O líder dos Hurriyat e Farooq estavam em prisão domiciliar desde o início dos protestos, no último dia 9.

Apesar da suspensão generalizada do toque de recolher, algumas "restrições" estão ainda vigentes em várias partes da Caxemira indiana, segundo a fonte policial, que não especificou quais medidas são.

A morte do insurgente do HM em uma operação das tropas indianas gerou uma onda de protestos violentos na região que causou pelo menos 50 mortes e deixou 2.250 feridos.

Aos pés do Himalaia, a Caxemira é a única região da Índia com maioria muçulmana e o Paquistão reivindica sua completa soberania desde a partilha do subcontinente em 1947 e sua independência do Império britânico. As duas nações protagonizaram várias guerras por este território, separado por uma fronteira provisória que divide as duas Cachemiras e que é uma das zonas mais militarizadas do mundo. EFE

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(foto)

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