Governo bávaro acredita que autor de ataque suicida foi "influenciado"

Berlim, 27 jul (EFE).- O solicitante de asilo sírio de 27 anos que no domingo morreu ao detonar uma bomba junto a um festival ao ar livre de Ansbach (sul da Alemanha) atuou aparentemente "influenciado" por uma terceira pessoa, com a qual esteve em contato até o momento da explosão, segundo as últimas investigações.

O ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, informou hoje que o suicida, Mohammed Daleel, manteve contato "intenso" em umchat através de seu telefone celular com um desconhecido.

"Houve um contato direto com alguém que influenciou sensivelmente para que realizasse o atentado", disse Herrmann, em um comparecimento à parte da reunião que o governo da Baviera mantém desde segunda-feira, segundo recolhe a imprensa local.

O popular jornal alemão "Bild" publicou hoje extratos do relatório de um dos terapeutas que atendeu em 2015 o refugiado e que afirmou que o jovem era capaz de encenar um "suicídio espetacular" se fosse expulso da Alemanha para a Bulgária.

Antes de sua ação, que deixou 15 feridos, o suposto suicida gravou um vídeo no qual jurou lealdade à organização jihadista Estado Islâmico (EI), que reivindicou seu atentado.

Seu pedido de asilo tinha sido rejeitado em dezembro de 2014 porque foi comprovado que tinha recebido proteção previamente na Bulgária, mas a devolução a esse país foi suspensa em fevereiro de 2015 graças a diversos relatórios médicos que recolhiam os problemas de saúde -primeiro físicos e depois psicológicos- do jovem.

Em 13 de julho, Daleel foi informado de que tinha sido reativada essa ordem de expulsão e que tinha 30 dias para deixar o país.

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