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Bombardeios contra cidade na Síria matam 12 membros da mesma família

Família síria deixa área de al-Muasalat após bombardeio em Aleppo - Thaer Mohammed/AFP
Família síria deixa área de al-Muasalat após bombardeio em Aleppo Imagem: Thaer Mohammed/AFP

No Cairo

23/09/2016 10h57

Pelo menos 12 civis, todos membros de uma mesma família, morreram nesta sexta-feira (23) em bombardeios aéreos contra a cidade de Shaqatin, na periferia ocidental de Aleppo, controlado pela oposição.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que qualificou de "massacre" o ataque, precisou que entre os mortos há seis crianças e três mulheres.

Outro menor de idade morreu em bombardeios aéreos aos bairros orientais da cidade de Aleppo, o que eleva o número de vítimas mortais hoje na zona leste a oito, já que sete civis morreram em um ataque anterior ao bairro de Al Qateryi.

Além disso, várias pessoas ficaram feridas nos bombardeios que alcançaram os bairros de Al Qateryi, Salah ad-Din, Bustan al Basha, Al Salehin, Al Sukari, Al Sajur, Bab al Nairab, Al Sheikh Fares e Al Kasara.

A ONG não precisou se os aviões que fizeram os ataques eram sírios ou russos, mas ambas aeronáuticas intensificaram nas últimas 24 horas seus bombardeios contra os bairros rebeldes de Aleppo, no meio de uma nova ofensiva para esvaziar essas zonas de civis.

O Comando das Operações Militares em Aleppo anunciou ontem à noite o início de operações nos bairros do leste dessa cidade do norte da Síria e pediu aos civis que se mantenham afastados "das posições dos grupos terroristas", segundo o comunicado divulgado na agência oficial "Sana".

O Observatório considerou que o objetivo da ofensiva do regime e das forças russas é dominar o bairro de Al Sukari e as áreas que ficam em mãos rebeldes de Al Ameria e Al Sheikh Said.

O aumento da violência em Aleppo coincide com um fracasso das tentativas da Rússia e EUA de renovar o cessar-fogo, que esteve em vigor uma semana, até na segunda-feira passada.

O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou ontem que Moscou deve demonstrar "seriedade" para que possa se renovar a trégua e disse que hoje sexta-feira provavelmente terão outra reunião com a Rússia para abordar de novo este tema.