Polícia de Charlotte detém suposto assassino de manifestante negro

Charlotte (EUA.), 23 set (EFE).- A polícia de Charlotte-Meckenburg deteve nesta sexta-feira um suspeito de matar um manifestante que protestava pela morte do afro-americano Keith Lamont Scott pelas mãos de um agente local.

O chefe de polícia da cidade, Kerr Putney, indicou em entrevista coletiva que a detenção aconteceu nesta sexta-feira após ter revisado os vídeos de segurança nos quais é possível ver o momento no qual Justin Carr, um afro-americano de 26 anos, foi alcançado por um disparo enquanto participava de um protesto.

Carr, que estava em "estado crítico" desde quarta-feira, morreu nesta quinta-feira em um hospital.

O chefe de polícia não facilitou a identidade do detido e disse desconhecer se tinha algum vínculo com Carr.

Putney informou, além disso, que na noite passada, durante o terceiro dia de protestos, ocorreram três detenções, uma delas por porte de arma de fogo, e disse também que quatro soldados da polícia local e da Guarda Nacional ficaram feridos de pouca gravidade.

O chefe de polícia destacou que o toque que foi imposto na última hora da quinta-feira, depois que na véspera foi decretado o estado de emergência na cidade, é uma "ferramenta" para garantir a segurança da cidade.

No entanto, afirmou que o mesmo foi utilizado com "discricionariedade" para que as forças da ordem não contribuam na escalada de violência.

Putney disse que solicitou o toque de recolher ao ter conhecimento de que um "violento grupo" de manifestantes tinha previsto chegar à cidade procedente do vizinho estado da Carolina do Sul.

Na mesma entrevista coletiva, a prefeita da cidade, Jennifer Roberts, elogiou o fato de a noite de quinta-feira ter sido muito mais tranquila do que as duas precedentes, com protestos dentro das margens da lei.

Apesar disso, a prefeita garantiu que o toque de recolher, desde a meia-noite hora local (04.00 GMT) até as 6h (10.00 GMT), se manterá ativo durante o fim de semana e afetará locais de lazer.

"Continuaremos mantendo os atuais recursos e estamos nos preparando para o fim de semana", disse a regedora na entrevista coletiva conjunta.

Questionados pela polêmica de se as autoridades devem fazer públicos os vídeos que gravaram a morte de Scott, tanto Putney como Roberts se mostraram partidários em divulgá-los, mas duvidaram sobre se este é o melhor momento.

"Me inclino rumo à transparência, no entanto sei que há um equilíbrio delicado quando há uma investigação em curso", disse o oficial.

Os protestos explodiram na terça-feira depois que um policial matou a tiros a Scott, de 43 anos, no estacionamento de um edifício de apartamentos.

A polícia acusou Scott de estar armado e de representar uma "ameaça de morte iminente" para os agentes, um relato que familiares e testemunhas rejeitam.

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