Sobrinho "violento" é suspeito de matar família brasileira na Espanha

Em Madri

  • Reprodução/ Efe

O suspeito de assassinar o casal brasileiro e seus dois filhos pequenos na Espanha é um sobrinho do progenitor e uma pessoa de caráter "violento" e "emocionalmente instável" que tinha convivido com a família anteriormente, informaram à Agência Efe fontes próximas à investigação nesta terça-feira (3).

Segundo as fontes, desde o início, o sobrinho, que atualmente está foragido, era o principal suspeito para os investigadores da Guarda Civil Espanhola que trabalham no caso.

Os corpos foram descobertos no dia 19 de setembro. No dia seguinte, o suspeito antecipou sua passagem de volta para o Brasil, que estava marcada para novembro. Há um auto de prisão e uma ordem de detenção europeia e internacional expedidos contra ele.

O ministro de Interior da Espanha, Jorge Fernández Díaz, deu por "esclarecido" hoje o quádruplo assassinato e descartou a possibilidade de que os crimes tenham relação com o tráfico de drogas ou o crime organizado.

O suposto assassino, que tem menos de 20 anos, conviveu durante algum tempo em Madri com a família, que tinha se mudado para o povoado de Pioz, no município de Guadalajara, no centro do país, justamente por não conseguir mais lidar com a personalidade violenta do sobrinho.

A ideia do rapaz, que tem um histórico de violência no Brasil e agiu por motivações pessoais, era transferir os corpos para algum lugar e sugerir um desaparecimento, plano que por motivos ainda não esclarecidos ele não conseguiu realizar.

A família, que originalmente é de João Pessoa (PB), foi morta durante a noite. Depois do crime, o suspeito esquartejou os corpos do casal e os colocou em sacolas, encontradas dias depois por vizinhos, que alertaram a Polícia sobre o odor nas imediações da casa. Segundo a perícia, o suposto autor teve muito cuidado para limpar a residência e não deixar rastros.

O juiz encarregado do caso informou hoje que o casal foi identificado através de impressões digitais como Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo, ambos de 39 anos. A família estava na Espanha há alguns anos e se mudou para o país depois de o marido, que trabalhava como gerente de um restaurante, receber uma proposta de emprego. Os quatro corpos ficam sob custódia judicial até a autópsia e a investigação serem concluídas.
 

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