Após tiroteio em aeroporto dos EUA, 5 feridos estão em condição estável

Miami, 6 jan (EFE).- Cinco dos oito feridos no ataque ocorrido nesta sexta-feira no aeroporto de Fort Lauderdale, no sul da Flórida (Estados Unidos), se encontram em condição estável, informaram médicos do hospital onde são tratados.

Cirurgiões do Broward Health Medical Center declararam que nenhum dos cinco feridos que chegaram esse centro médico morreu e todos estão em condições estáveis, embora dois deles tenham sido submetidos a procedimentos cirúrgicos.

"Estão no hospital, tão bem como se pode esperar", afirmou aos jornalistas em frente a este centro o cirurgião Ralph Guarneri, que não deu mais detalhes dos pacientes por haver uma investigação em curso.

O aeroporto de Fort Lauderdale ainda está sendo mantido fechado após o ataque com arma de fogo cometido na área de retirada de bagagens do terminal 2 que deixou cinco vítimas mortais e oito feridos.

De acordo com as autoridades federais, o atirador atuou sozinho e foi detido sem incidentes após o ataque, aparentemente armado com uma pistola automática de 9 milímetros cuja munição se esgotou no tiroteio.

Embora nem o FBI nem o Escritório do Xerife do Condado Broward tenham divulgado o nome do atirador, o senador pela Flórida, Bill Nelson, disse que fontes oficiais lhe informaram que o autor dos disparos foi Esteban Santiago, jovem de 26 anos nascido em Nova Jersey e criado em Porto Rico.

De acordo com veículos de comunicação americanos, Santiago foi membro da Guarda Nacional, esteve destacado no Iraque por quase um ano, de onde voltou com desordens pós-traumáticas, e se mudou depois para o Alasca.

Santiago tomou hoje um avião em Mineápolis com destino a esta cidade do sul da Flórida, em uma viagem que iniciou na quinta-feira em Anchorage (Alasca), onde vive e tem uma namorada e um filho.

Testemunhas indicaram que, após recolher sua mala, o suspeito foi ao banheiro, onde retirou a arma que tinha despachado, retornou à área de bagagens e começou a disparar de maneira aleatória.

Em entrevista coletiva, o governador da Flórida, Rick Scott, prometeu hoje que "a pessoa responsável será levada perante a Justiça" e receberá "a máxima extensão da lei", em resposta a este "diabólico ato sem sentido".

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