Tribunal sul-coreano nega pedido de prisão de presidente da Samsung

Seul, 19 jan (EFE).- O Tribunal do Distrito Central de Seul rejeitou nesta quinta-feira o pedido de prisão preventiva do herdeiro e responsável da Samsung, Lee Jae-yong, solicitada esta semana pela procuradoria sul-coreana por sua ligação com a trama de corrupção da "Rasputina".

A equipe de promotores que investigam o caso pediu na última segunda-feira uma ordem de prisão contra Lee por entender que existem provas sobre doações multimilionárias da Samsung para fundações e empresas controladas supostamente por Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina" e amiga íntima da presidente afastada Park Geun-hye.

A decisão representa um alívio para o maior conglomerado empresarial do país, que já viu atingida sua credibilidade no final do ano passado, por conta dos perigosos casos de explosão de seus telefones celulares, e para a economia da Coreia do Sul, já que a Samsung representa um quinto de seu PIB.

A promotoria, que atribuía a Lee acusações de corrupção, peculato e perjúrio, considerou que as doações foram feitas em troca que o governo de Park apoiasse uma controversa fusão de dois filiais da Samsung, em 2015.

"Achamos ser difícil entender a razão, necessidade e adequação da ordem de prisão neste momento (da investigação)", explicou a corte em seu veredicto, divulgado pela agência "Yonhap", ressaltando que ainda não está claro se doações foram realizada em troca de favores.

Após conhecer a decisão do tribunal, Lee deixou o centro de detenção de Uiwang, no sul de Seul, onde permaneceu por cerca de 14 horas aguardando.

O magnata ficou em silêncio diante das perguntas dos jornalistas durante sua saída de centro de detenção.

Já o grupo Samsung emitiu um comunicado em que grato, pois "o caso pode ser esclarecido sem a necessidade de prisão".

Lee e outros membros da Samsung admitiram ter pago cerca de 43 bilhões de wons (US$ 35,8 milhões) para entidades controladas supostamente pela "Rasputina", mas negaram que fora para conseguir o apoio do governo Park no processo de fusão de 2015.

A promotoria acredita que Choi, com a conivência de Park, confabulou para criar uma rede de corrupção onde estão aparentemente envolvidos a própria presidente, membros de seu governo e os principais "Chaebol" (grandes conglomerados empresariais) do país. EFE

co-asb-mra/phg

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