EUA pedem que Sudão do Sul permita acesso humanitário diante de crise de fome

Washington, 21 fev (EFE).- Os Estados Unidos reagiram nesta terça-feira à declaração de crise de fome no Sudão do Sul com um pedido ao presidente do país, Salva Kiir, para que garanta a entrega sem impedidos de ajuda humanitária aos afetados.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou estar "preocupado" pelo alerta lançado por várias agências da ONU ontem, que advertiram que 100 mil pessoas já sofrem com a crise de fome no Sudão do Sul e que há risco de outros 1 milhão de habitantes também sejam vítimas do problema no país, devido à guerra e ao colapso da economia.

"Essa crise tem sua origem em ações humanas, é o resultado direto de um conflito prolongado pelos líderes sul-sudaneses, que não querem deixar de lado suas ambições políticas pelo bem de seu povo", disse em nota o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner.

"Pedimos ao presidente Kiir que cumpra rapidamente sua promessa de proporcionar um acesso sem impedimentos às organizações humanitárias e de desenvolvimento para que cheguem às pessoas necessitadas em todo o país", completou Toner.

O governo de Kiir culpa os rebeldes pela crise de fome. O conflito que já dura três anos deteriorou gravemente a produção agrícola e a criação de gado no país, atividades das quais grande parte da população depende.

"As organizações humanitárias estão trabalhando sem descanso para chegar aos que necessitam. Todas as partes em conflito devem deixar de impedir os esforços de ajuda e permitir que os alimentos e o restante da assistência essencial cheguem aos que mais precisam", disse o porta-voz no comunicado.

Toner afirmou que os EUA continuam sendo o maior doador de assistência humanitária ao Sudão do Sul, com mais de US$ 2,1 bilhões repassados ao país desde 2014, dinheiro que "salvou vidas e ajudou a evitar crises de fome durante três anos seguidos".

"Pedimos aos doadores e outros membros da comunidade internacional que proporcionem o mais rápido possível mais assistência humanitária para salvar vidas e apoiar o povo do Sudão do Sul", conclui o comunicado do governo de Donald Trump.

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