Polícia prende 10 membros de clã ligado à Cosa Nostra em Nova York

Nova York, 28 mar (EFE).- Dez supostos membros do clã mafioso dos Bonanno, parte da Cosa Nostra, foram detidos nesta terça-feira em Nova York por desenvolver atividades de crime organizado ao longo de nove anos, segundo anunciou a procuradoria.

Ronald Giallanzo, o atual chefe da família Bonanno, três "soldados" também pertencentes ao clã e outros seis membros acumulam 37 acusações, que abrangem desde conspiração para cometer crime organizado, assassinar, distribuir narcóticos e obstrução da Justiça até tentativa de assassinato, extorsão e jogo ilegal.

Após as detenções, fruto de uma longa investigação, os acusados foram indiciados nesta terça-feira na corte federal do distrito nova-iorquino do Brooklyn.

Giallanzo, de 46 anos, é sobrinho de Vincent Asaro, um veterano mafioso que em 2015 foi declarado inocente por sua suposta participação em um famoso assalto cometido em 1978 no aeroporto de Nova York, que serviu de inspiração para Martin Scorsese em "Os Bons Companheiros".

Segundo afirmou a procuradora interina do distrito leste de Nova York, Bridget M. Rohde, os membros do clã "supostamente acumularam uma fortuna através de lucros ilícitos" com o desenvolvimento de atividades delitivas em Howard Beach (Queens) e outros lugares entre janeiro de 1998 e março de 2017.

Os detidos podem ser condenados a penas de até 20 anos se forem considerados culpados pelos crimes de crime organizado e fraude de empréstimos.

Giallanzo, que já tinha sido condenado em 2007, também por crime organizado e extorsão, continuava monitorando o negócio mesmo dentro da prisão, segundo o comunicado.

De acordo com a informação oficial, Giallanzo chegou a manejar US$ 3 milhões em empréstimos e ordenava seus sócios a cometer atos violentos para garantir que as vítimas pagassem os juros semanais que exigia.

Os acusados embolsaram US$ 26 milhões entre os lucros de todas suas empresas ilícitas, que lhes serão confiscadas se forem considerados culpados dos crimes.

As casas de Giallanzo e de outros três membros do clã também correm o risco de serem confiscadas, segundo a informação do escritório da procuradora.

Além das penas por crime organizado e fraude de empréstimos, dois dos filiados dos Bonanno, Michael Padavona e Robert Tanico, também podem ser condenados a outros 20 anos por obstrução da Justiça.

Outros três acusados, incluído o chefe do clã, podem somar outros cinco anos se forem condenados por operar um negócio de jogo ilegal; e o já mencionado Tanico outros cinco, por falso testemunho.

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