Bombardeio mata ao menos 15 na Síria; ONG culpa coalizão liderada pelos EUA

No Cairo

  • AP

    Em foto de 2015, membro do grupo Estado Islâmico patrulha um mercado em Raqqa, na Síria

    Em foto de 2015, membro do grupo Estado Islâmico patrulha um mercado em Raqqa, na Síria

Pelo menos 15 civis morreram neste sábado (8) na cidade de Hunaida, perto de Al Raqqa, na Síria, após bombardeios feitos por aviões. Entre os mortos, há quatro crianças, segundo o Observatório. Há também vários feridos em estado grave.

O ataque partiu de aeronaves pertencentes à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

A província de Al Raqqa, no nordeste da Síria, é o principal centro do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e alvo de uma ofensiva das Forças da Síria Democrática (FSD), milícias lideradas pelos curdos, que contam com apoio da coalizão internacional.

Segundo a ONG, desde 1º de março morreram cerca de 220 civis, entre eles 36 crianças e adolescentes, devido a bombardeios feitos em Al Raqqa, incluindo o de hoje.

As Forças da Síria Democrática, que contam com o apoio dos aviões da coalizão internacional e de forças especiais dos EUA em solo, começaram em 6 de novembro a ofensiva "Ira do Eufrates" com o objetivo de expulsar o EI de Al Raqqa.

As milícias estão a poucos quilômetros de Al Raqqa e estão tentando cercar totalmente a cidade, antes de avançar rumo ao interior da cidade, que é considerada a "capital" dos territórios controlados pelo EI.

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