EUA pede mais sanções econômicas e diplomáticas contra Coreia do Norte

Nações Unidas, 28 abr (EFE).- Os Estados Unidos pediram nesta sexta-feira na ONU mais sanções econômicas e diplomáticas contra a Coreia do Norte, com o objetivo de aumentar a pressão sobre o país asiático para que abandone seus programas nucleares e de mísseis.

"Dada a crescente ameaça, chegou o momento de que todos façamos nova pressão sobre a Coreia do Norte", disse o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, em discurso no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas.

Tillerson defendeu, entre outras coisas, que todos os países suspendam ou reduzam suas relações diplomáticas com a Coreia do Norte e aumentem seu "isolamento financeiro" com novas sanções, incluindo mais restrições comerciais.

Nesse sentido, lembrou a especial responsabilidade que a China tem, que representa 90% do comércio norte-coreano, e confiou em que Pequim tome novas medidas.

Entre outras coisas, pediu à comunidade internacional que suspenda o fluxo de trabalhadores norte-coreanos ao exterior e se proíbam ao país certas importações, especialmente de carvão.

Além disso, Tillerson advertiu de que os EUA estão dispostos a sancionar entidades e indivíduos de países que apoiem as "atividades ilegais" da Coreia do Norte.

O chefe da diplomacia americano assegurou que seu país "preferiria uma solução negociada para este problema", mas deixou claro que está disposto ao uso da força se for necessário.

"Todas as opções para responder a futuras provocações devem estar sobre a mesa", disse Tillerson, insistindo em que os EUA estão preparados para defender a si mesmos e a seus aliados.

O secretário de Estado destacou que a "ameaça de um ataque nuclear sobre Seul ou Tóquio é real "e considerou que é somente questão de tempo para que a Coreia do Norte desenvolva a capacidade necessária para atingir o território americano.

"Não agir agora no assunto de segurança mais premente do mundo pode ter consequências catastróficas", declarou.

Em seu discurso, Tillerson destacou que é o momento da comunidade internacional "recuperar o controle" em sua relação com a Coreia do Norte e apostar em "uma nova estratégia para desnuclearizar" o país.

"Durante os últimos 20 anos, os esforços bem intencionados (...) fracassaram", disse Tillerson.

Por isso, pediu ao CS para agir "antes que a Coreia do Norte o faça", impondo uma maior pressão para forçar o regime a abandonar seus programas de armas.

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