Operação Lava Jato

Santana diz que Odebrecht pediu assessoria à campanha de ex-presidente peruano

Em Lima

  • Cris Bouroncle/AFP Photo

    O ex-presidente peruano, Alan García, em foto de arquivo

    O ex-presidente peruano, Alan García, em foto de arquivo

O publicitário João Santana revelou que a construtora Odebrecht pediu para ele assessorar a campanha do ex-presidente do Peru, Alan García, com vista às eleições gerais do ano passado, segundo informações da imprensa local divulgadas na sexta-feira (12).

De acordo com o depoimento gravado em vídeo que Santana prestou no mês de março ao juiz Sergio Moro, o publicitário afirmou que não aceitou assessorar a campanha de García, pois já estava em curso o processo de investigação na Operação Lava Jato.

"Tentaram que eu fizesse assessoria em duas campanhas, mas não aceitei. Uma em Gana, do presidente John Dramani Mahama, e que também assumisse a campanha do ex-presidente Alan García, nas últimas eleições no Peru. Mas não quis", disse Santana.

O empresário afirmou que a Odebrecht insistiu "profundamente" para que aceitasse trabalhar com García.

Após a divulgação desta informação, Alan García disse em sua conta no Twitter que os supostos vínculos com Santana e Odebrecht são "especulações".

"Jamais tive relação com o publicitário João Santana nem com a Odebrecht sobre oferta de assessoria no ano de 2016 ", disse.

O ex-presidente acrescentou que sempre rejeitou "a presença de estrangeiros na política peruana".

García afirmou na última quinta-feira que ninguém pode dizer que alguma empresa brasileira lhe entregou dinheiro ilícito, em resposta à menção sobre ele que fizeram alguns investigados pelo escândalo de corrupção no Brasil.
 

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