Procuradoria do Panamá afirma que há 36 indiciados por subornos da Odebrecht

Cidade do Panamá, 31 mai (EFE).- A procuradoria do Panamá afirmou nesta quarta-feira que o número de indiciados pelos subornos da Odebrecht, entre os quais se encontram dois filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli, subiu de 17 para 36 pessoas, das quais 22 são panamenhas, 13 brasileiras e uma americana.

A procuradora-geral panamenha, Kenia Porcell, não revelou novos nomes e explicou em uma coletiva de imprensa que nenhum dos indiciados está detido, como ocorre em outros países da região, porque há vários habeas corpus não resolvidos.

"Faço um respeitoso apelo ao Órgão Judicial, aos juízes, que, por favor, as ações de habeas corpus, entre as quais se destacam algumas de 25 de janeiro de 2017, sejam resolvidas, bem como duas ações de amparo de garantias constitucionais que também seguem sem solução", declarou a procuradora-geral.

Por enquanto, o Ministério Público tem abertas 24 investigações sobre o caso que competem somente à Odebrecht e à sua atuação na adjudicação de diferentes projetos executados desde 2004 até a atualidade.

Porcell admitiu, no entanto, que não descarta estender no futuro as investigações para empresas que tenham colaborado com a construtora brasileira no Panamá.

"Se há novas sociedades ou novas pessoas subsidiárias que devem ser investigadas, o Ministério Público fará isso", salientou.

Desde que se iniciaram as investigações em 2015, o Ministério Público reteve US$ 56 milhões em distintas contas na Suíça, Andorra e Panamá, e apreendeu um helicóptero e um luxuoso apartamento na Espanha, segundo a procuradora.

Porcell lembrou também que amanhã "se suspende a reserva processual (no Brasil) e se reativa a colaboração internacional", o que significa que a Procuradoria Geral da República começará a responder aos pedidos de assistências judiciais feitas por diferentes países, entre eles o Panamá.

O esquema de corrupção da Odebrecht é investigado também na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Portugal, Peru, República Dominicana e Venezuela.

A dimensão internacional do escândalo foi conhecida no final de 2016, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a multinacional admitiu ter pagado US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina e da África.

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