Guardiões da Revolução vinculam EUA e Arábia Saudita com ataques no Irã

Em Teerã

  • Tasnim via Reuters

    Integrante das forças de segurança do Irã corre durante ataque ao Parlamento, em Teerã

    Integrante das forças de segurança do Irã corre durante ataque ao Parlamento, em Teerã

Os Guardiões da Revolução do Irã vincularam nesta quarta-feira os Estados Unidos e a Arábia Saudita com os atentados reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em Teerã, que deixaram pelo menos 12 mortos.

Em um comunicado, a corporação de elite do Exército iraniano indicou que os ataques foram registrados após a reunião recente em Riad, a capital saudita, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com "um dos governos reacionários (Arábia Saudita) que sempre apoiou os terroristas takfiris".

"A opinião pública (...) considera isto muito significativo e a reivindicação de autoria do EI como uma evidência de que (EUA e Arábia Saudita) estiveram envolvidos neste ato brutal" que teve como alvo o parlamento e o mausoléu do aiatolá Khomeini, acrescentou a corporação em comunicado.

"Os Guardiões da Revolução alertaram que não deixarão "sem vingança o derramamento de sangue inocente" e que "não descansarão por nenhum instante na luta contra o terrorismo".

O corpo de elite do Exército do Irã indicou, além disso, que, com a ajuda da polícia, conseguiu matar todos os homens envolvidos nos atentados perpetrados hoje na capital do país.

Os terroristas -- seis no total -- entraram em ambos os locais armados com fuzis AK-47, pistolas e explosivos. Dois deles detonaram as bombas que carregavam junto ao corpo durante a ação.

Pelo menos 12 pessoas morreram e 42 ficaram feridas nos ataques, segundo o diretor do Serviço de Emergência do Irã, Pir Hosein Kolivand, e o Ministério do Interior.

Os atentados são os primeiros do EI no Irã, que conseguiu manter-se estável apesar dos conflitos no Oriente Médio.

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