EUA enviam tropas para zona de combate contra jihadistas nas Filipinas

Manila, 14 jun (EFE).- Efetivos militares dos Estados Unidos estão na cidade de Marawi, no sul das Filipinas, para oferecer apoio técnico nos combates contra os jihadistas, confirmou nesta quarta-feira o exército do país asiático, após a polêmica surgida pelo envolvimento de Washington nesse conflito, que já soma 286 mortes.

"Eles não estão autorizados a entrar em batalha, apenas oferecem apoio", afirmou o porta-voz das forças armadas filipinas, Restituto Padilla, na coletiva de imprensa diária para informar sobre a situação dos combates nesta cidade da região autônoma de Mindanao Muçulmano.

Padilla revelou que os EUA enviaram para Marawi "efetivos que estão operando equipamentos para proporcionar informação às tropas (filipinas) sobre a situação".

O porta-voz militar não especificou o número de soldados americanos que estão na região, mas especificou que eles estão armados exclusivamente para sua própria defesa e que a operação está de acordo com os pactos de defesa entre ambos os países.

Este esclarecimento chega depois que na última sexta-feira um avião de reconhecimento americano foi visto sobrevoando Marawi, apesar de o presidente filipino, Rodrigo Duterte, ter garantido que não tinha pedido ajuda ao país norte-americano.

A política externa do governante filipino, que chegou ao poder no ano passado, se caracterizou pelo afastamento em relação aos EUA, seu aliado tradicional, e uma maior aproximação com a China em todos os âmbitos, incluindo defesa.

Na segunda-feira, cerca de 100 pessoas fizeram um protesto em Manila contra a intervenção dos EUA no conflito em Marawi, que começou em 23 de maio com um ataque à cidade por parte do Grupo Maute, uma organização terrorista local que jurou lealdade ao Estado Islâmico (EI).

Desde então, intensos combates ocorreram na cidade e 202 terroristas foram mortos, assim como 58 efetivos de segurança e 26 civis segundo os números oficiais. Quase todos os mais de 200 mil habitantes da cidade fugiram ou foram evacuados.

O porta-voz das forças armadas das Filipinas também reiterou hoje que as tropas não estão bombardeando mesquitas, apesar de os insurgentes as estarem utilizando como refúgio e base para seus franco-atiradores.

O exército filipino recuperou a maior parte da cidade nos primeiros dias, mas, desde então, vem tentando, sem sucesso, vencer com bombardeios, ataques aéreos e operações sobre o terreno os jihadistas, que permanecem entrincheirados em três bairros do centro da cidade.

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