Empresa retira do mercado revestimento que cobria torre incendiada em Londres

Londres, 26 jun (EFE).- A Arconic, empresa fornecedora do revestimento inflamável que cobria a fachada da torre Grenfell de Londres, anunciou nesta segunda-feira que deixou de comercializar esse material no mundo todo.

A companhia americana informou que interrompeu a venda dos painéis Reynobond PE, que poderiam ter contribuído à rápida propagação do incêndio no qual, no último dia 14 de junho, morreram pelo menos 79 pessoas.

"A Arconic deixou de vender o Reynobond PE para edifícios muito altos no mundo todo. Acreditamos que esta é a decisão correta, dadas as diferenças nos códigos de construção no mundo e os problemas que surgiram após a tragédia na torre Grenfell", explicou a empresa em um comunicado.

"Continuaremos colaborando com as autoridades enquanto seguirem investigando esta tragédia", apontou a nota.

O número de edifícios de propriedade municipal no Reino Unido revestido com material inflamável já chegou a 75, indicou hoje o governo britânico.

O Executivo de Theresa May ressaltou que estes blocos de apartamentos, com moradias de proteção oficial para pessoas sem recursos, ficam nas jurisdições de 26 câmaras municipais, responsáveis pela gestão e manutenção dos prédios.

Os edifícios em más condições detectados até agora pelos inspetores estão em diferentes distritos londrinos, como Camden, Islington, Brent, Lambeth e Barnet, ou em cidades inglesas como Norwich, Doncaster, Portsmouth, Manchester e Plymouth.

Cerca de 600 prédios de propriedade pública no Reino Unido estão sendo revisados após o incêndio no último dia 14 de junho na torre Grenfell no oeste de Londres, em que morreram ou desapareceram pelo menos 79 pessoas.

A polícia confirmou na sexta-feira que o incêndio de Grenfell começou com uma geladeira defeituosa, mas o fogo se propagou rapidamente devido ao material inflamável do revestimento instalado no edifício em 2016, que transgredia os regulamentos do país.

Em consequência da tragédia, as autoridades municipais do Reino Unido analisam os revestimentos dos blocos sob a sua jurisdição, a maioria construída nos anos 70, mas reformados mais recentemente com materiais de pior qualidade.

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