Deputados venezuelanos deixam Parlamento após mais de 7 horas de cerco

Caracas, 5 jul (EFE).- Deputados da Assembleia Nacional da Venezuela conseguiram sair da sede do Legislativo após permanecerem mais de sete horas cercados por um grupo de simpatizantes do governo do presidente do país, Nicolas Maduro, que chegaram a invadir o prédio de maneira violenta, deixando oito parlamentares feridos.

A Assembleia Nacional denunciou por volta das 18h locais (19h em Brasília) que 120 trabalhadores 180 jornalistas e 94 deputados da oposição permaneceram "sequestrados" por grupos armados ligados ao governo e que chegaram ao local às 8h.

Um jornalista venezuelana que estava dentro da sede do Legislativo contou à Agência Efe que, ao deixar o local junto com outros profissionais, foi perseguida por pessoas identificadas com o chavismo, que os xingavam e os ameaçavam com pistolas.

"Eles jogaram pedras, nos ameaçaram. Só nos salvamos porque passou um ônibus e conseguimos fugir", indicou a jornalista, que preferiu não ser identificada.

Dezenas de simpatizantes do governo chegaram à Assembleia Nacional pela manhã e dispararam vários fogos de artifício. Alguns deles, armados com pedaços de paus, entraram à força na sede do Legislativo, onde atacaram assessores, jornalistas e deputados.

Os seguranças parlamentares conseguiram expulsar os chavistas minutos depois de eles terem invadido o prédio, mas um grupo de simpatizantes de Maduro permaneceu durante horas na frente da Assembleia Nacional, impedindo a saída de quem estava no local.

A oposição responsabilizou Maduro pelo ataque e acusou a Guarda Nacional Bolivariana, que deveria proteger o parlamento, de permitir o acesso dos manifestantes e agir com passividade.

Pouco antes do início do incidente, o vice-presidente do país, Tareck El Aissami, tinha convocado os simpatizantes do chavismo a protestar no parlamento. El Aissami acusou a posição de traição e de ter "sequestrado" o Legislativo.

A Venezuela vive há meses um choque de poderes entre o Executivo chavista e o Legislativo, controlado pela oposição. A Assembleia Nacional acusa o governo de querer transformar a Venezuela em ditadura e deixou de reconhecer Maduro e seus ministros, que, por sua vez, chamam os opositores de golpistas.

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