Comissão fiscalizadora de crimes do castrismo anuncia 1ª audiência

Miami, 12 jul (EFE).- A Comissão Internacional Fiscalizadora de Crimes Contra a Humanidade do Castrismo, composta por ativistas de direitos humanos e políticos de diferentes países, realizará a sua primeira audiência neste sábado em Miami.

Criada em março para acabar com a impunidade das violações dos direitos humanos em Cuba e presidida pelo jurista mexicano René Bolio, a comissão informou em comunicado divulgado nesta quarta-feira que se reunirá no auditório da Prefeitura de Miami.

A partir de sexta-feira começarão os preparativos e encontros prévios, segundo Orlando Gutiérrez, líder da organização do exílio Diretório Democrático Cubano, que impulsionou este projeto dirigido em última instância para que uma corte internacional julgue os crimes contra a humanidade supostamente cometidos em Cuba desde a revolução de 1959.

Gutiérrez declarou que serão abordados os casos enquadrados nas 12 categorias reconhecidas como crimes contra a humanidade pelo direito internacional, incluindo massacres, torturas, assassinatos e perseguição religiosa e social.

A audiência contará com "muitas testemunhas", cubanos que foram "vítimas do regime dos irmãos Fidel e Raúl Castro", acrescentou Gutiérrez.

Ainda não há definição sobre quais tribunais apresentarão casos, mas o advogado espanhol Manuel Zalba, membro da comissão, mencionou recentemente à Agência Efe como possíveis a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal Penal Internacional e inclusive tribunais nacionais de algum país ou países dos quais as vítimas sejam cidadãs.

O médico sírio-americano Maher Nana se integrou à comissão há alguns dias. O dissidente chinês Yang Jianli, presidente da organização Iniciatives for China; Hipólito Ramírez, da Junta Patriótica Dominicana; a ativista costa-riquenho de direitos humanos María de los Milagros Méndez; e o dirigente político peruano Jorge Villena também são integrantes.

Também fazem parte Martín Elgue, presidente do Comitê Uruguaio para a Democracia em Cuba; o vereador venezuelano e líder estudantil Martín Paz; e a italiana Ana María Cervonne, além de Bolio e Zalba.

Em sua apresentação da comissão em Miami no início de março, Bolio disse que os integrantes se propõem a apresentar o mais rápido possível perante um "tribunal competente" expedientes completos dos crimes contra a humanidade cometidos no passado e no presente pelo castrismo e seus agentes.

Em junho, Bolio disse à Efe que o âmbito de investigação da comissão não se limita a Cuba devido às ramificações do castrismo em outros países, como Venezuela, Bolívia, Nicarágua.

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