Audiência de apelação contra detenção de Humala é marcada para 31 de julho

Lima, 25 jul (EFE).- A audiência de apelação da prisão preventiva expedida contra o ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016) e sua esposa, Nadine Heredia, enquanto são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro, será realizada na próxima segunda-feira, 31 de julho, informou nesta terça-feira o Poder Judiciário do Peru.

Através de uma mensagem no Twitter, o Poder Judiciário indicou que a audiência acontecerá na Sala Penal Nacional e que Humala e Nadine poderão participar através de videoconferência.

No último dia 13 de julho, o juiz Richard Concepción Carhuancho decretou 18 meses de prisão preventiva para o ex-presidente e sua mulher, investigados por supostamente terem recebido US$ 3 milhões da construtora Odebrecht para a campanha eleitoral de 2011, além de dinheiro "ilícito" procedente da Venezuela para a campanha de 2006.

Assim que tiveram prisão preventiva decretada, Humala e Nadine se dirigiram à sede do tribunal. No dia seguinte, ambos foram levados, respectivamente, à carceragem da Direção de Operações Especiais da Polícia (Diroes), no distrito de Ate, e à penitenciária feminina Santa Mónica, no distrito de Chorrillos.

Com essa decisão, Humala entrou na lista de governantes peruanos envolvidos neste escândalo de corrupção, que já conta com o ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006), foragido da Justiça peruana nos Estados Unidos e acusado de ter recebido US$ 20 milhões da Odebrecht para facilitar os negócios da empreiteira no país.

Além disso, Humala será o segundo ex-presidente peruano preso no país, após Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por vários casos de corrupção e violações aos direitos humanos cometidas em seu mandato.

O Partido Nacionalista Peruano (PNP) classificou ontem como "abuso" a prisão preventiva de seus fundadores, Humala e Nadine, também investigados por suposto financiamento irregular para as campanhas das eleições de 2006 e 2011.

Para o PNP, não há provas contra o ex-presidente e sua esposa, e as acusações se baseiam em delações premiadas não corroboradas.

A Odebrecht é investigada no Peru por ter pagado, como reconheceu, pelo menos US$ 29 milhões em propinas a funcionários para obter a concessão de milionárias obras públicas entre 2005 e 2014, período que abrange os mandatos presidenciais de Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Humala (2011-2016).

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