PUBLICIDADE
Topo

Estado Islâmico mantém cerca de mil combatentes no centro da Líbia

30/08/2017 12h21

Trípoli, 30 ago (EFE).- O braço líbio do grupo jihadista Estado Islâmico ainda conta com pelo menos mil homens armados de diversas nacionalidades no centro da Líbia, declarou nesta quarta-feira o general Mohammed al Ghosari, porta-voz da aliança de milícias de Misrata que liberou a cidade de Sirte.

No entanto, em declarações à imprensa, o oficial descartou a realização de uma operação bélica contra o EI nas posições recuperadas no sul da cidade.

"Esta região fica fora da jurisdição das forças Bunyan al Marsous. A nossa missão se limita a garantir a segurança no território entre Sirte e Misrata", comentou.

Essas declarações ocorrem apenas dois dias após a agência "Amaq", órgão de propaganda do EI, divulgar um vídeo que mostra como o braço líbio do grupo criou novos postos de controle em uma estrada que liga o oásis de Kufra e a cidade costeira de Abuqrim, situada entre Sirte e Misrata.

Representantes militares locais e analistas internacionais advertem que o braço líbio do Estado Islâmico conseguiu se reorganizar no centro-norte da Líbia, apenas nove meses após ser expulso de Sirte.

Este ressurgimento levou as Bunyan al Marsous, forças próximas ao governo de unidade sustentado pela ONU em Trípoli e comandadas pela cidade de Misrata, a decretarem o estado de alerta máximo no final de julho.

Misrata acusa o general Khalifa Hafter - apoiado por Rússia, Egito e Emirados Árabes - de se inibir do problema na região e utilizar a ameaça do Estado Islâmico para seus propósitos políticos, como ocorreu durante o cerco a Sirte.

O general, um ex-integrante da cúpula militar que levou Muammar Kaddafi ao poder e que anos depois, recrutado pela CIA, se tornou o principal opositor do governante do exílio em Virgínia, não tomou parte na operação de reconquista de Sirte.

No entanto, aproveitou os bombardeios americanos e o avanço das tropas de Misrata para tomar os portos vizinhos de Sidra e Ras Lanuf, vitais para a exploração da indústria petroleira da Líbia. EFE

mak-jm/vnm