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Supremo venezuelano se coloca à disposição da ANC para investigar opositores

30/08/2017 14h56

Caracas, 30 ago (EFE).- O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) se colocou à disposição da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), que é formada apenas por políticos vinculados ao governo chavista, para iniciar uma investigação de dirigentes políticos pelo crime de traição à pátria.

O Supremo respondeu assim à decisão da ANC, que ontem aprovou o início de um "julgamento histórico" contra os dirigentes da oposição por supostamente pedirem e apoiarem as sanções econômicas ditadas pelos Estados Unidos contra o país.

"Estamos esperando que a Assembleia Nacional Constituinte formalize a solicitação perante o Tribunal Supremo de Justiça, como resultado de sua decisão soberana", disse o presidente do TSJ, Maikel Moreno, segundo um comunicado divulgado nesta quarta-feira que cita suas declarações.

"Os que dizem sofrer pelo país e pela Pátria são os mesmos que levaram dezenas de jovens para morrerem nas ruas, e agora pedem ao mundo agressões econômicas para continuarem fazendo o povo sofrer, sem se importar com suas consequências", disse Moreno.

Além disso, o presidente do TSJ indicou que a ANC, "com seu caráter supraconstitucional e o Poder Originário que lhe foi concedido pelo povo venezuelano" está autorizada "a dirigir qualquer tipo de ação em defesa da soberania, da segurança e das integridades territorial e econômica do país".

Ontem, durante a sessão da ANC, aprovou-se um decreto para "iniciar conjuntamente com os órgãos de Estado competentes um julgamento histórico por traição à pátria" contra os líderes da oposição que supostamente pediram e apoiaram as sanções econômicas dos EUA.

O decreto indica que a oposição, reunida na aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD), "trabalhou de forma sustentável para conseguir" fazer com que as sanções fossem implementadas pelos Estados Unidos.