Milhares de pessoas protestam no Irã contra Trump

Teerã, 22 set (EFE).- Milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades do Irã nesta sexta-feira para manifestar repulsa ao discurso que o presidente americano, Donald Trump, fez na na Organização das Nações Unidas (ONU) e contra as políticas do Executivo em Washington.

A manifestação de Teerã, convocada pelo Conselho de Coordenação do Desenvolvimento Islâmico, aconteceu no coração da capital, após a reza muçulmana de sexta-feira, na qual o clérigo Kazem Seddiqi denunciou que as palavras de Trump mostraram "ira e falta de espírito".

Com cartazes com frases como "Morte à América" e "Morte a Israel", manifestantes de todas as idades caminharam da Universidade de Teerã, a mais importante do país, até à Praça Engelab. O protesto terminou com homenagens a ímã Hussein, neto do profeta Maomé e terceiro ímã xiita, que foi morto em 680.

"No seu discurso tinha tanta ira que demonstra que fracassou perante nós. Queriam se apropriar do Iraque e da Síria, mas não conseguiram", afirmou a universitária Mozafarí, de 29 anos, presente no protesto.

Muitos dos participantes, influenciados pelo início do mês do Muharram - em homenagem ao ímã -, compararam as sanções de Trump as ações de Yazid I, um dos envolvidos na morte do ímã Hussein, na Batalha de Karbala.

No discurso que fez na última terça-feira na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano qualificou de "vergonhoso" o acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irã e o Grupo 5+1, integrado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha. Trump indicou que o seu governo poderia abandonar o acordo se suspeitar que "proporciona a tampa para uma eventual construção de um programa nuclear" no Irã.

"Não podemos permitir que um regime assassino continue com as suas atividades desestabilizadoras enquanto constrói perigosos mísseis", acrescentou Trump.

Em resposta a estas declarações, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, assegurou hoje durante um imponente desfile militar em Teerã que o seu país reforçará os programas armamentistas, incluindo o dos controversos mísseis balísticos.

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