PUBLICIDADE
Topo

Apresenta renúncia o líder pró-Rússia de república rebelde na Ucrânia

24/11/2017 16h41

Moscou, 24 nov (EFE).- O líder pró-Rússia da República Popular de Lugansk, Igor Plotnitski, apresentou nesta sexta-feira sua renúncia, aparentemente por motivos de saúde, após sofrer um atentado em agosto, informaram hoje fontes separatistas.

Plotnitski, de 53 anos e no cargo desde agosto de 2014, foi substituído pelo chefe do Ministério de Segurança Estatal, Leonid Pasechkin.

"Assumo o cargo de chefe da república até a realização de eleições", disse Pasechkin, que destacou que seu antecessor tinha sofrido "vários ferimentos de guerra".

Além disso, Pasechkin destacou que respeita os Acordos de Paz de Minsk e que a autoproclamada República Popular de Lugansk cumprirá estritamente com todos os seus compromissos.

Pasechkin também adiantou que Plotnitski exercerá a partir de agora o cargo de representante plenipotenciário para o cumprimento desses acordos assinados em fevereiro de 2015.

Nos últimos dias, especulou-se que Plotnitski tinha fugido para Moscou acompanhado de vários cargos do primeiro escalão dessa região ucraniana no contexto de uma luta pelo poder entre diferentes facções rebeldes.

Homens armados e vestidos com uniformes sem distintivos ocuparam na última terça-feira o centro da cidade de Lugansk numa operação especial para deter integrantes do alto escalão da república acusados de cooperação com o serviço secreto da Ucrânia.

Plotnitski acusou o ministro do Interior, Igor Kornet, de organizar uma rebelião após ser destituído do cargo, enquanto este denunciou que vários integrantes da cúpula de poder eram na realidade agentes pagos por Kiev.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, se negou hoje a dizer se Plotnitski se encontra na capital russa, com o argumento que este é um assunto que não é de competência da presidência.

Plotnitski foi vítima em agosto de um atentado a bomba no qual foi ferido e teve que ser operado com urgência.

Na época, o governo ucraniano negou qualquer envolvimento no ataque, e vinculou o incidente com as lutas pelas esferas de influência na república rebelde.