Odebrecht faz acordo e pagará multa de US$ 17,9 mi à Guatemala por propinas

Cidade da Guatemala, 24 jan (EFE).- A construtora Odebrecht fez um acordo para pagar ao governo da Guatemala uma multa de US$ 17,9 milhões como reparação econômica pelos "fatos delitivos" investigados em um escândalo de propinas no país, informou nesta quarta-feira a procuradora-geral, Thelma Adana.

A procuradora anunciou em entrevista coletiva o compromisso firmado entre as partes dentro das investigações realizadas pelas propinas pagas pela construtora brasileira no país, além da "obrigação" de emitir um comunicado "pedindo desculpas".

Além desse acordo, que se baseia na quantidade de propinas pagas, a Odebrecht é colaboradora da Promotoria neste caso, da mesma forma que dois diretores brasileiros da construtora que não foram identificados e com processos no seu país, que pagarão uma multa de US$ 68 mil.

Este acordo, assinado no Brasil em setembro do ano passado, nas instalações da Odebrecht, estabelece que se houver ficam pagamentos pendentes à empresa após o término do contrato, superior a US$ 17,9 milhões serão compensados com a reparação acordada, ficando "comprometida" a "desistir da cobrança diferencial" e eximindo de qualquer responsabilidade o Estado da Guatemala.

Mas se os pagamentos pendentes à construtora forem inferiores a essa quantidade, a empresa pagará ao Estado "a diferença" correspondente.

Este acordo, como insistiu o chefe da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), o colombiano Iván Velásquez, não exime a empresa de outras responsabilidades ou pagamentos se demonstrado na investigação, que continua seu processo.

Thelma Aldana, por sua vez, acrescentou que a liquidação do contrato de reparação e ampliação para quatro pistas da rodovia CA2 para o Oeste é separada, algo que está sob a supervisão do governo.

Ela insistiu que as investigações continuam e que "este caso dá mais", embora o ex-candidato à Presidência, Manuel Baldizón, detido em Miami, e o ex-ministro das Comunicações, Alejandro Sinibaldi, foragido da Justiça e suposto negociador dessas propinas na Guatemala, já estão envolvidos no caso.

Outras duas pessoas foram presas no último final de semana, um está foragido, e quatro, dois deles em prisão preventiva por outro caso, foram convocados para testemunhar, todos acusados de crimes de conspiração, suborno passivo e lavagem de dinheiro ou outros ativos.

Em um comunicado enviado à Agência Efe, a Odebrecht pediu perdão à sociedade guatemalteca pelos seus erros.

"A Odebrecht pede desculpas à sociedade guatemalteca pelos erros cometidos e reitera seu compromisso inabalável de agir sempre de maneira ética, íntegra e transparente", afirmou a empresa.

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