Investigação de denúncia de estupro contra ministro é reaberta na França

Paris, 27 jan (EFE).- A Promotoria de Paris reabriu uma investigação preliminar uma denúncia de estupro que teria sido cometido pelo ministro da Fazenda da França, Gérard Darmanin, que resolveu processar a suposta vítima por calúnia.

O incidente teria ocorrido em 2009, quando Darmanin fazia parte do partido UMP e era aliado do ex-presidente Nicolás Sarkozy, de quem se distanciou após entrar no governo de Emmanuel Macron.

A denunciante, identificada pela imprensa local como Sophie Platz, de 46 anos, acusa Darmanin de tê-la estuprado em um hotel em troca de que ele interviesse em um assunto judicial no qual ela estava envolvido, de acordo com o jornal "Le Monde".

Junto com o testemunho da vítima, a advogada de Platz anexou mensagens trocadas entre a sua cliente e o ministro para provar que os dois jantaram ao lado do hotel antes do incidente.

Em uma dessas mensagens, a denunciante escreve: "Quanto esforço me custou para poder fazer sexo contigo para que você se ocupasse do meu caso". O agora ministro respondeu: "Tem razão, sem dúvida sou um idiota sujo. Como posso fazer para você me perdoar?"

Segundo as fontes ouvidas pela Efe, uma primeira denúncia foi apresentada em junho de 2017, mas Platz não respondeu às solicitações da Justiça. O caso, então, foi fechado no mês seguinte.

O "Le Monde" afirma que a denunciante não queria depor, mas, ao mudar de advogada, decidiu refazer a denúncia contra o ministro.

Darmanin negou as acusações em entrevista à "France Info". Ao "Le Monde", os advogados do ministro afirmaram que a única finalidade da suposta vítima é manchar a reputação de seu cliente. Eles citam, inclusive, que ela já foi condenada por chantagem no passado.

A condenação, ocorrida em 2004, foi o que teria motivado Spatz a procurar Darmanin para pedir que ele intercedesse junto ao Ministério da Justiça. Ela acredita ser inocente, afirma o jornal.

A denunciante diz que contou a vários membros do UMP, do qual fazia parte, sobre o ocorrido com Darmanin, mas ninguém a apoiou. Deprimida, ela decidiu ir à Justiça quando Macron o nomeou ministro.

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