Mueller apresenta novas acusações contra 2 funcionários da campanha de Trump

Washington, 22 fev (EFE).- O promotor especial Robert Mueller, encarregado de investigar a suposta ingerência russa nas eleições presidenciais nos Estados Unidos de 2016, apresentou novas acusações contra dois funcionários da campanha do presidente Donald Trump.

Segundo documentos judiciais aos quais a Agência Efe teve acesso, Mueller apresentou oficialmente hoje uma nova acusação contra Paul Manafort, que foi chefe de campanha do multimilionário entre maio e agosto de 2016, assim como contra seu braço direito, Rick Gates, com um total de 32 novas acusações vinculadas à fraude bancária e evasão de impostos.

Tanto Manafort como Gates já se declararam inocentes em outubro do ano passado de 12 acusações apresentadas contra eles dentro da investigação da trama russa, entre as quais se destacaram os crimes de "conspiração contra os Estados Unidos" e lavagem de dinheiro.

Das 32 novas acusações apresentadas nesta ocasião, 16 delas estão relacionadas com declarações da renda falsas, outros sete por não documentar contas em bancos estrangeiros; cinco por conspiração de fraude bancária e outros quatro por fraude bancária de fato.

As novas acusações apresentadas por Mueller são conhecidas enquanto aumenta a pressão sobre a estratégia legal de Gates, cujos três advogados pediram para abandonar o caso, uma solicitação que o juiz está considerando.

Além disso, na terça-feira passada, um advogado vinculado estreitamente com Gates, Alex van der Zwaan, se declarou culpado de mentir ao FBI no curso da investigação da trama russa, uma tática que o próprio Gates pode seguir depois de declarar-se inocente no ano passado.

Concretamente, Van Der Zwaan não revelou ao FBI que a última vez que tinha se comunicado com Gates por telefone foi em agosto de 2016 e também não disse que se viram pessoalmente pela última vez em 2014.

Van Der Zwaan também não explicou aos agentes do FBI que tinha gravado "secretamente" conversas que teve com Rick Gates e com um indivíduo cujo nome não foi revelado pelo promotor especial e o qual identifica no seu documento de acusação como "pessoa A".

Van Der Zwaan trabalhou para o prestigiado escritório de advogados Skadden Arps, com sede em Nova York e descrito pela revista "Forbes" como "o mais poderoso de Wall Street", e é genro de German Khan, um poderoso empresário nascido na Ucrânia e que fez vários negócios com o setor energético russo.

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