Cruz Vermelha vai intermediar recuperação de corpos de jornalistas mortos após sequestro

Bogotá (Colômbia)

  • Rodrigo Buendia/AFP

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou nesta sexta-feira (13) que recebeu um pedido para intermediar a recuperação dos corpos dos três profissionais do jornal equatoriano "El Comercio" assassinados por um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"O CICV confirma que recebeu a solicitação tanto das autoridades equatorianas e colombianas como das famílias e do grupo liderado por 'Guacho' (apelido do guerrilheiro Walter Patricio Artízala Vernaza) para facilitar uma operação de recuperação dos restos mortais dos dois jornalistas e do motorista equatoriano sequestrados desde o último dia 26 de março", informou a organização em comunicado.

O chefe da delegação regional do CICV, Philippe Guinard, lamentou profundamente a morte dos profissionais do jornal "El Comercio" e expressou condolências às famílias e ao povo do Equador.

Já o chefe de delegação do CICV na Colômbia, Christoph Harnisch, pediu que todos os grupos armados respeitem as regras humanitárias. "Fazer reféns e matar civis são atos condenáveis em qualquer ponto de vista", afirmou o ativista.

O jornalista Javier Ortega, de 36 anos, o fotógrafo Paúl Rivas, de 45, e o motorista Efráin Segarra, de 60, foram sequestrados na província de Esmeraldas, quando realizavam uma reportagem sobre a crescente insegurança na região desde janeiro.

O sequestro e assassinato foram atribuídos ao grupo "Oliver Sinisterra", liderado por Walter Patricio Artízala Vernaza, o "Guacho", um guerrilheiro dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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