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Juiz determina transferência de penitenciária de ex-chefe de campanha Trump

10/07/2018 20h47

Washington, 10 jul (EFE).- O juiz federal americano Thomas Selby Ellis III determinou nesta terça-feira a mudança de Paul Manafort, o ex-chefe da campanha de Donald Trump, para uma prisão mais perto da sua defesa, enquanto ele se prepara para um dos julgamentos que vai enfrentar sobre a investigação do caso russo.

Na ordem, o juiz indica a transferência da cidade de Warsaw para a cidade de Alexandria, ambas no estado da Virgínia, mas esta última mais perto de Washington. Será em um tribunal da Alexandria em que acontecerá o primeiro julgamento de Manafort, no próximo dia 25. A decisão, argumentou Ellis, pretende garantir que o acusado tenha acesso aos advogados e possa se preparar adequadamente.

A sentença é fruto de uma apelação da equipe do ex-chefe de campanha de Trump, que criticou a distância da penitenciária de Warsaw, a duas horas de Washington, e que supostamente complicava o trabalho dos advogados. Pouco depois de oficializar o comunicado do juiz, os advogados de Manafort pediram a a anulação da mudança e que o cliente ficasse em Warsaw, já que, conforme alegaram, a mudança complicaria a situação por conta da necessidade de adaptação.

Manafort foi preso em 15 de junho após ter tentado influenciar o depoimento de pelo menos duas testemunhas, o que irritou o juiz, que o mantinha a prisão domiciliar desde outubro, quando ele se entregou ao FBI. Manafort encara nos próximos meses dois juízes de duas cortes nas quais se declarou inocente: um marcada para 25 de julho, em Virgínia, e outro em 17 de setembro, em Washington, dois meses antes das eleições legislativas.

O promotor especial Robert Mueller investiga o governo desde maio de 2017 de maneira independente sobre os possíveis laços entre membros da campanha de Trump e o Kremlin, que as agências de Inteligência dos Estados Unidos acusam de interferir no pleito presidencial de 2016.

Manafort supostamente trabalhou entre 2006 e 2017 para governos estrangeiros, incluindo o Executivo pró-Rússia do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich, e para oligarcas russos, que ele ajudou a melhorar a imagem em Washington sem comunicar isso ao governo dos Estados Unidos, o que constitui um crime. O processo contra ele é produto da investigação de Mueller, mas não está relacionado diretamente às atividades que desempenhou entre junho e agosto de 2016 como chefe da campanha do agora presidente americano.