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Rompimento de represa no Laos deixa pelo menos 19 mortos

24.jul.18 - Vila no Laos inunda após rompimento de barreira - ABC Laos/Reuters
24.jul.18 - Vila no Laos inunda após rompimento de barreira Imagem: ABC Laos/Reuters

25/07/2018 03h12

Pelo menos 19 pessoas morreram após o rompimento de uma represa hidrelétrica em construção no Laos, informou a imprensa estatal do país. Existe o medo de que esse número aumente conforme avance o trabalho das equipes de resgate nesta quarta-feira (25) .

Oito aldeias da província de Attapeu, no sul do país, ficaram completamente inundadas após o colapso na última segunda-feira (23) de uma seção de uma rede de reservatórios em construção nos rios Xe Pian e Xe Namnoy, segundo o jornal "Vientiane Times".

Junto a outros veículos de imprensa, o jornal publica a apuração provisória que aponta para quase 20 mortos.

As autoridades utilizam helicópteros e embarcações para procurar centenas de pessoas que estão desaparecidas ou resgatar aquelas que estão presas nos telhados e terraços de suas casas, de acordo com o governador do distrito Bounhome Phommasane.

O serviço meteorológico do país prevê nos próximos dias mais chuvas fortes e moderadas, acompanhadas de fortes ventos na região, o que pode agravar a situação.

O primeiro-ministro do Laos, Thongloun Sisoulith, viajou para a região para supervisionar operações de resgate e assistência às vítimas.

A companhia tailandesa Ratchaburi Electricity Generating Holding (RATCH) que participa do projeto de construção, publicou comunicado atribuindo o rompimento "às contínuas chuvas que causaram a entrada de um grande volume de água no reservatório".

A represa faz parte de um projeto nacional para aproveitar o trajeto do rio Mekong pelo país e transformar Laos em uma fonte geradora de eletricidade limpa para o sudeste da Ásia.

A sociedade de joint venture Xe-Pian Xe-Namnoy Power Company's (PNPC) venceu a licitação de mais de US$ 1 bilhão para construir as três usinas hidrelétricas de 410 MW onde aconteceu o acidente.

O projeto era que as obras, que começaram em 2013, tinha a previsão de operar em 2019 com uma produção anual de 1.860 GWh, segundo RATCH.