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Atentado atribuído ao Abu Sayyaf deixa 10 mortos no sul das Filipinas

31/07/2018 04h31

(Atualiza com número de vítimas e confirmação do Exército).

Manila, 31 jul (EFE).- Dez pessoas, entre elas uma criança de 10 anos, morreram e cinco ficaram feridas nesta terça-feira em um atentado com carro-bomba em Basilan, uma pequena ilha situada no sul das Filipinas, segundo o Exército, enquanto as autoridades locais atribuíram o ataque ao grupo terrorista islâmico Abu Sayyaf.

O atentado ocorreu às 6h (hora local), nas proximidades de um acampamento militar em Lamitan, capital de Basilan, quando um terrorista suicida explodiu uma bomba na caminhonete que ele conduzia, confirmou em entrevista coletiva o porta-voz do Exército filipino, o coronel Edgard Arevalo.

Os mortos são um soldado, cinco integrantes das Forças Armadas Cidadãs (CAFGU, sigla em inglês) - milícias formadas por civis que apoiam ao Exército nessa região onde operam vários grupos armados - e quatro civis, parentes dos membros da CAFGU que viviam no acampamento.

O coronel Arevalo observou que a investigação sobre o que aconteceu está ainda em andamento e se recusou a se referir o incidente como um "ataque terrorista" ou atribuí-lo a um grupo específico.

No entanto, o governador da província de Basilan, Jim Saliman, afirmou para a mídia local que há indícios de que o Abu Sayyaf, que jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI), esteja por trás do ataque, embora nenhum grupo tenha assumido a autoria do mesmo.

A explosão da bomba, instalada em uma caminhonete, ocorreu em uma barreira de fiscalização militar em Lamitan, quando o motorista suicida explodiu as bombas que carregava, segundo os relatórios da polícia e Exército.

Os militares no ponto de controle pediram reforços ao perceber que o motorista da caminhonete comportava-se de maneira estranha, mas a bomba explodiu antes que eles chegassem ao veículo.

Já a presidência filipina condenou "nos termos mais duros possíveis" o atentado e o consideraram um "ataque indiscriminado" contra pessoas inocentes.

"As autoridades estão investigando o incidente, mas prometemos fazer todo o possível para que os responsáveis deste ataque descarado sejam levados à Justiça", disse em entrevista coletiva, o porta-voz da presidência, Harry Roque.

O atentado ocorre menos de uma semana depois de o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ter assinado uma lei que amplia a autonomia da região de maioria muçulmana no sul do país, onde está a ilha de Basilan, que visa buscar a paz na região onde operam vários grupos rebeldes.

A Lei Orgânica do Bangsamoro, como é chamada a medida, é necessária para implementar o acordo de paz firmado em 2014 com a Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI), o maior grupo rebelde muçulmano do país, que passará a governar a região.

No entanto, vários grupos atuam na região, como o Abu Sayyaf, que declara lealdade ao EI e é considerado como terrorista.