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Líbano condena quatro membros do EI à morte por atentado cometido em 2015

29/08/2018 13h35

Cairo, 29 ago (EFE).- Um tribunal militar do Líbano condenou à morte quatro membros do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), dois deles à revelia, e outros seis à prisão perpétua pelo atentado cometido em 2015 em um bairro xiita de Beirute, no qual morreram mais de 40 pessoas, informou nesta quarta-feira a Agência Nacional de Notícias (ANN).

O tribunal condenou à pena de morte Ibrahim Yamal, Abdelkarim Cheikh Ali, Hamza al Baqar e Sittan al Chatiwi, estes dois últimos à revelia, pelo ataque que deixou também mais de 300 feridos em Burch al Barachne, um dos redutos do grupo xiita libanês Hezbollah, no sul de Beirute.

Uma fonte militar confirmou à Agência Efe que a decisão, ditada na noite de terça-feira, sentencia seis processados à prisão perpétua e nela fica provada a relação dos agressores com o EI.

Os outros acusados, de um total de 38, foram condenados a penas que vão de 2 a 15 anos de prisão, multas, trabalhos forçados e à perda de seus direitos civis, segundo ANN, que não deu mais detalhes.

O duplo atentado de Burch al Barachne foi reivindicado pelo EI, que afirmou então que "os soldados do califado colocaram uma motocicleta explosiva na rua Huseiniyah, em Burch al Barachne, onde o Hezbollah tem sua sede, e "outro soldados com um colete-bomba deu sua vida" pouco depois.

As autoridades libanesas tinham informado que um terceiro suicida não tinha conseguido explodir a bomba que levava e morreu pelo impacto de outra explosão.

Desde o início da guerra na Síria, vários atentados terroristas atingiram o Líbano e tiveram como alvo os xiitas, devido ao apoio do Hezbollah ao presidente sírio Bashar al Assad e a crescente participação no conflito a favor deste líder.

Os tribunais libaneses seguem ditando penas de morte, mas a mesma não é aplicada no país desde 2004.