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Explosão de mina em estrada mata 8 soldados em Burkina Fasso

26/09/2018 11h26

Ouagadougou, 26 set (EFE).- Uma explosão nesta quarta-feira matou oito soldados que estavam em um mesmo veículo no caminho entre os distritos de Baraboule e Djibo, em Burkina Fasso, segundo informaram fontes dos serviços de segurança.

O comboio militar partiu da cidade de Baraboule às 9h (horário local; 6h em Brasília) e atravessaria uma ponte rumo a Djibo, quando explodiu ao entrar em contato com uma mina caseira. Outro soldado ficou ferido no incidente, de acordo com o porta-voz do Ministério de Segurança, Jean-Paul Badoum.

"Esses ataques covardes e horríveis não diminuirão nossa determinação comum de defender a integridade do território nacional, restaurar a paz e a segurança para a felicidade e a prosperidade do povo de Burkina Fasso", expressou no Twitter o presidente do país, Roch Marc Christian Kaboré.

No domingo passado, outros três militares morreram em um confronto armado contra jihadistas perto de Inata, na província de Soum, a mesma onde ocorreu a explosão. Na ocasião, três funcionários de uma mina de ouro - um indiano, um sul-africano e um burquinês - tinham sido sequestrados. Até agora, nenhum grupo terrorista reivindicou o sequestro.

Burkina Fasso é regularmente afetada por ataques terroristas na capital, Ouagadougou, assim como na região do Sahel e, nos últimos meses, também em sua região oriental.

Na semana passada, um missionário italiano foi sequestrado no sudoeste do Níger por supostos jihadistas, que, de acordo com relatos, podem proceder da região do Sahel.

O governo de Burkina Fasso faz parte dos cinco que compõem o G5 do Sahel (Mali, Mauritânia, Burkina Faso, Níger e Chade), grupo que combate o terrorismo jihadista na região.

Segundo estatísticas do governo, 69 pessoas, entre elas 31 soldados e 38 civis, morreram em ataques terroristas desde janeiro até 15 de setembro de 2018. Desde o ano 2015, quando o país sofreu pela primeira vez um ataque jihadista, o número total de mortos é de 118 pessoas, sendo 48 militares e 70 civis.